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Josafá diz ter sido barrado de reunião no gabinete de presidente da Câmara

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O vereador Josafá Anderson se manifestou após a suspensão do projeto de reforma do Diviprev, em Divinópolis. A proposta, que provocou forte reação entre servidores municipais, foi suspensa por 30 dias após reunião entre a Prefeitura, o Sintram e o Sintemd.

Nas redes sociais, Josafá destacou a mobilização dos servidores e reforçou que a categoria precisa ser ouvida antes de qualquer votação sobre mudanças na previdência municipal.

A suspensão ocorreu depois de uma reunião entre representantes sindicais e a Prefeitura. Após o encontro, a prefeita Janete Aparecida seguiu para a Câmara Municipal, onde o tema também foi debatido com vereadores.

Com o acordo, os sindicatos terão prazo de 30 dias para apresentar sugestões de alteração ao texto original encaminhado pelo Executivo. A greve geral dos servidores, que estava marcada para começar nesta sexta-feira (29), também foi suspensa.

Pressão dos servidores pesou na decisão

A mobilização ganhou força depois que quase dois mil servidores aprovaram greve geral em assembleia realizada no Ginásio Poliesportivo de Divinópolis. A paralisação seria iniciada caso o projeto não fosse retirado ou suspenso.

Segundo o presidente do Sintram, Marco Aurélio Gomes, o prazo será usado para analisar a proposta com apoio de especialistas e tentar construir um texto com menos impactos para os trabalhadores.

“Em 30 dias acredito que poderemos analisar o projeto junto a especialistas para encontrar uma proposta que traga menos prejuízos para o trabalhador”, afirmou.

Reforma segue em discussão

Apesar da suspensão, a reforma do Diviprev ainda não foi encerrada. O projeto ficará parado por 30 dias, período em que sindicatos, Prefeitura e vereadores deverão discutir possíveis mudanças no texto.

Para os representantes dos servidores, a suspensão representa uma vitória da mobilização da categoria. No entanto, o sindicato afirma que continuará acompanhando as negociações até que uma nova proposta seja apresentada.

A Prefeitura defende que a reforma é necessária para enfrentar o déficit atuarial do Diviprev e garantir a sustentabilidade do instituto no futuro. Já os servidores cobram mais diálogo e ajustes para evitar prejuízos nas regras de aposentadoria, contribuição e pensão.

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