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Flávio Bolsonaro teria deixado o país rumo aos EUA, diz site; aliado nega

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[Foto: Pedro França/Agência Senado]

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria deixado o Brasil na noite de ontem (26) rumo à Argentina, de onde seguiria para os Estados Unidos, em um voo privado. A informação foi publicada nesta madrugada pelo site argentino Infobae.

O coordenador-geral da campanha de Flávio à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), negou: “Não saiu”, disse ele à coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles.

A Polícia Federal está apurando a saída do senador e disse que não saiu por nenhum posto legal de fronteira com a Argentina.

Ainda de acordo com o Infobae, Flávio teria cruzado a fronteira para a Argentina usando o documento nacional de identidade e embarcaria em Puerto Iguazú, na província de Misiones. A decolagem estava prevista para as 2h de hoje, no horário local, em um Gulfstream G400.

O avião citado na reportagem é um Gulfstream G400 de matrícula LV-JQW, atribuído à empresa Baires Fly S.A. De acordo com o site, a companhia pediu os trâmites de Aduana e Migrações para quatro passageiros e três tripulantes. A aeronave está registrada na Argentina desde 25 de setembro de 2020 em nome da Baires Fly. Antes, o jato teria operado com matrículas dos Estados Unidos e do México.

O Gulfstream G400 tem capacidade para 13 passageiros, com camas para até seis pessoas, dois motores Rolls-Royce Tay e autonomia estimada entre 7.000 e 7.800 quilômetros. O LV-JQW foi fabricado em 2004 pela Gulfstream Aerospace.

Passaporte de Flávio Bolsonaro recolhido

A informação sobre a viagem surge no mesmo dia em que Flávio Bolsonaro tem de entregar seus passaportes, comum e diplomático, à Polícia Federal, em até 24 horas, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na noite de domingo (25), dia da eleição presidencial, Moraes deu prazo de 24 horas para a entrega do documento. A decisão também proíbe Flávio de se comunicar com seu amigo Willer Tomaz. O ministro é relator do processo em que o senador e Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e casas de apostas.

Em vídeo publicado nas redes sociais ontem, Flávio disse que nunca pensou em deixar o país. “Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, afirmou.

Segundo ele, a decisão de Moraes, que está sob sigilo, cita uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que sugeriu que Flávio saísse do país caso perdesse a eleição.

Investigações

Flávio é investigado em dois inquéritos criminais no STF. Como senador, tem foro especial até fevereiro. Se tivesse sido eleito presidente, o prazo seria estendido por mais quatro anos, durante todo o mandato.

Um dos inquéritos se refere ao pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. O valor seria usado para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio e Vorcaro são investigados por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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[Foto: Pedro França/Agência Senado]