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Cleitinho Azevedo critica Zema por foco na campanha e cobra maior atenção à dívida de Minas Gerais

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Durante o debate entre candidatos ao Governo de Minas Gerais promovido pela Band neste domingo (16), o deputado estadual Cleitinho Azevedo (Republicanos) direcionou críticas à gestão do ex-governador Romeu Zema (Novo) na renegociação da dívida do estado, ressaltando que o foco do atual governador, na sua reeleição, teria sido mais voltado à campanha do que à resolução dos problemas financeiros de Minas Gerais.

Mineiro de Divinópolis, Cleitinho afirmou que, na sua avaliação, Zema errou ao fazer críticas públicas e severas ao então candidato à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante o período eleitoral de 2022. Segundo o parlamentar, essa postura dificultou a obtenção de um acordo mais favorável para Minas na discussão do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), uma iniciativa federal que visa a renegociação de dívidas estaduais. Cleitinho destacou que a dívida do estado não é resultado de gestões anteriores ao governo de Zema, como as de Antônio Anastasia ou de Aécio Neves, mas que a responsabilidade pela crise fiscal atual recai sobre a falta de uma solução efetiva até o momento.

Ele criticou ainda a prioridade dada pelo governo na época da reeleição de Zema, que, em vez de focar na resolução da dívida, teria dedicado esforços à campanha eleitoral, atacando o governo federal. “Essa dívida não vem do governo Simões ou Zema. Ninguém teve vergonha na cara de resolver isso. Então, vou fazer uma crítica ao atual governo, que na reeleição dele, no lugar de preocupar com a dívida do estado, foi fazer campanha a atacar o governo federal,” afirmou Cleitinho.

Ao ser questionado sobre sua aprovação à iniciativa de renegociação enquanto senador, em apoio ao então prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), o parlamentar classificou o Propag como um “mal necessário”. Ele fez uma analogia ao comparar a medida a um tratamento de câncer, que, embora doloroso, é imprescindível para a recuperação do paciente. Cleitinho enfatizou a necessidade de diálogo com o governo federal, defendendo a eliminação de isenções fiscais em Minas Gerais e a revisão da arrecadação estadual, além de cortes de gastos públicos como passos essenciais para a redução da dívida.

O deputado também reforçou a importância de uma fiscalização rigorosa sobre os recursos estaduais nos próximos anos, para evitar desvios e garantir que os esforços de pagamento da dívida sejam efetivos. “Qualquer candidato que diga que vai pagar essa dívida em quatro anos, não vai fazer isso. Agora, temos que parar de deixar roubar, fiscalizar centavo por centavo. O estado pode estar endividado, mas não está quebrado. Salário de político não atrasa. Quem paga a conta é sempre o povo. Cabe ao governador ter coragem e rever cada contrato em Minas Gerais,” declarou.

Por sua vez, Alexandre Kalil manifestou preocupação com o acordo firmado com a União, destacando que a busca por uma nova negociação deve ser prioridade ao início de um eventual mandato. Ele revelou que estudou detalhadamente o Propag e alertou que, ao final de cinco anos, Minas Gerais entregará ao fundo de estados aproximadamente R$ 10 bilhões, referentes a apenas 2% do saldo devedor, para serem redistribuídos a outros estados como Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo Kalil, o rombo do programa é de R$ 165 bilhões, enquanto o orçamento anual do estado é de cerca de R$ 142 bilhões, o que evidencia a gravidade da crise financeira enfrentada por Minas Gerais.