O sargento da Polícia Militar Eduardo foi preso após a morte de sua esposa, a capitã Michele Leão Azevedo, na noite de segunda-feira (20) Belo Horizonte. Em seu depoimento à polícia, Eduardo alegou que o casal havia consumido bebidas alcoólicas e ecstasy antes de se envolver em relações sexuais que incluíam práticas de dominação e agressões físicas consensuais.
Um vídeo de câmeras de segurança mostra que o sargento levou a vítima desacordada para fora.
A capitã da PM aparece de moletom, enquanto Eduardo a carrega para o estacionamento. Em seguida, o sargento abre um portão e vai até o carro. Também é possível ver o momento em que ele coloca a companheira no veículo. Cinco minutos depois, o sargento acelera em direção ao portão da garagem. Nesse momento, a porta do carro se abre e a vítima quase cai.
Crime contra capitã da PM ocorreu após festa na noite anterior
De acordo com a PM, o casal teria realizado uma confraternização em sua residência na noite anterior à tragédia. Após a saída dos convidados, por volta das 5h da manhã, os dois iniciaram uma relação sexual que, segundo o sargento, envolvia práticas de dominação e espancamento, conhecidas como “spanking”.
O sargento declarou que as práticas de violência física eram consensuais e habituais, incluindo agressões corporais, compressão do pescoço e outros atos de dominação. No entanto, a situação se agravou por volta do meio-dia, quando, segundo Eduardo, Michele teria caído ao descer uma escada em sua casa, resultando em um corte profundo na cabeça e lesões na boca, além de queixas de tontura.
Eduardo relatou que prestou socorro à esposa, controlando o sangramento e a ajudando a se acomodar para descansar. Ele afirmou que Michele se recusou a receber atendimento médico, alegando constrangimento devido ao estado em que se encontrava após o uso de substâncias. O sargento disse que ambos dormiram por volta das 15h e que, ao acordar às 21h, percebeu que Michele não respondia a estímulos.
Preocupado, Eduardo a levou ao Hospital Odilon Behrens, onde a capitã foi declarada morta. A equipe médica identificou traumatismo craniano e diversas lesões pelo corpo, o que gerou questionamentos sobre a versão apresentada pelo sargento. As autoridades estão investigando se os ferimentos encontrados na vítima são compatíveis com a narrativa de Eduardo.












