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Ricardo Nunes preso na operação “Direto com o Dono”, esta sendo transferido de São Paulo para Belo Horizonte

Postado em 08/07/2020 10:50

Ricardo Nunes, fundador da Ricardo Eletro, de máscara preta, em delegacia de São Paulo logo após ser preso. — Foto Divulgação Receita Estadual

Ricardo Nunes, fundador e ex-principal acionista da rede varejista Ricardo Eletro, foi preso no estado de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (8), em operação de combate à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em Minas Gerais. A força-tarefa é composta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela Receita Estadual e pela Polícia Civil.

Por volta das 10h, Ricardo Nunes estava em uma delegacia de São Paulo. De lá, embarcaria em um avião para Belo Horizonte, escoltado pela força-tarefa.

A filha de Ricardo, Laura Nunes, também foi presa, na Grande BH. Há ainda um mandado de prisão em aberto para diretor superintendente da Ricardo Eletro, Pedro Daniel Magalhães, em Santo André (SP). Até as 8h, ele estava foragido. Um mandado de busca e apreensão foi expedido para Rodrigo Nunes, irmão de Ricardo.

A fraude

De acordo com o MPMG, os empresários desviaram aproximadamente R$400 milhões de sonegação fiscal em lavagem de dinheiro. Eles cobravam dos consumidores, o ICMS de produtos, mas não repassava esse valor ao Estado de Minas.

 
Ricardo Nunes já foi preso, ele estava em São Paulo. Ricardo usava o nome  da mãe e da filha para a sonegação. O Superintende Regional da Secretaria de Fazenda de Contagem/MG, explicou que a empresa já vinha emitindo as informações. “A empresa declarava o débito que devia, mas não fazia o pagamento. Vale ressaltar que a operação de lavagem de dinheiro é do Ministério Público de Minas, e o papel da Secretaria de Fazenda é em relação ao tributo que não era repassado ao Estado. 
 
O delegado da Polícia Civil de Minas, informou que a Polícia instaurou o inquérito em 2018, e no desenrolar da investigação foi constatado a lavagem de dinheiro. São 14 mandados de busca e apreensão e 3 mandados de prisão. São três empresários da mesma família envolvidos.
 
Ricardo Nunes sendo um deles vai ser encaminhado para Minas após ser preso em São Paulo.  “A empresa deixava de recolher o tributo, tinha faturamento, e as empresas que estavam no nome de mãe, filha, e o patrimônio só estava crescendo. Era uma forma de ocultação de bens, por isso Ricardo Nunes, usava o nome da mãe e da filha. Ainda segundo a força-tarefa, o crescimento do patrimônio individual do principal sócio ocorreu na mesma época em que os crimes tributários eram praticados, caracterizando lavagem de dinheiro.

 

Operação 'Direto com o Dono' — Foto: Receita Estadual/Divulgação

                                                                                 Operação ‘Direto com o Dono’ — Foto: Receita Estadual/Divulgação

 
Operação 'Direto com o Dono' — Foto: Receita Estadual/Divulgação

                                                                                Operação ‘Direto com o Dono’ — Foto: Receita Estadual/Divulgação

Operação 'Direto com o Dono' — Foto: Receita Estadual/Divulgação

                                                                          Operação ‘Direto com o Dono’ — Foto: Receita Estadual/Divulgação

Fundador da Ricardo Eletro é alvo de mandado de prisão em operação contra sonegação fiscal e lavagem de dinheiro

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