Pular para o conteúdo

Morte de Iris Martins completa 6 meses e Justiça ainda não decidiu sobre prisão de envolvidos

Image

Iris Doroteia Martins morreu no dia 8 de maio deste ano, vítima de um procedimento estético em uma clínica no Centro de Divinópolis. O estabelecimento pertencia a biomédica e influencer Lorena Marcondes, recentemente indiciada por homicídio doloso.

Segundo informações da Polícia Civil, a paciente entrou na clínica por volta das 6h30. Íris, de 46 anos, teria pago R$ 12 mil por uma lipoescultura em uma promoção de Dia das Mães, comemorado dias depois. Ela deixou um filho de 12 anos. A família mora no bairro Walchir Resende, em Divinópolis.

Por volta das 10h20, o SAMU foi acionado e a vítima entrou em parada cardiorrespiratória. Uma ambulância a encaminhou em estado grave para o Complexo de Saúde São João de Deus. Porém, ela não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital no mesmo dia.

O Portal MPA teve acesso ao boletim de ocorrência, que constatou que não havia sequer o documento de risco cirúrgico e as provas também tentaram ser ocultadas. Em coletiva de imprensa realizada no mês de outubro, a Polícia Civil ressaltou que o procedimento era invasivo e que seria necessário um médico e uma anestesia geral para a lipo. “Ela agia como se fosse dois médicos, usando duas intervenções médicas como se fosse uma cirurgiã plástica. Estava longe de ser um consultório. A Iris só não morreu lá no consultório porque o SAMU chegou a tempo”, disse o delegado Marcelo Nunes.

Envolvidos no caso Iris serão presos novamente?

Logo no dia seguinte, Lorena e a técnica de enfermagem, Ariele Almeida, foram presas em flagrante e encaminhadas para o Presídio Floramar. Em 24 de maio, as duas acusadas receberam habeas corpus parcial e passaram a cumprir prisão domiciliar.

Em junho, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), proibiu Lorena de exercer sua profissão, bem como utilizar as redes sociais. Além disso, a Justiça bloqueou R$ 100 mil de suas contas bancárias. No dia 16 de agosto, o advogado Tiago Lenoir, conhecido pelo caso do ex-goleiro Bruno, pediu um habeas corpus total da biomédica. O TJMG a colocou em liberdade.

No dia 24 de outubro, a Polícia Civil concluiu o inquérito da morte de Iris Martins. Ao todo, o documento contém mais de 750 páginas, além de 20 perícias e relatos testemunhais. Por fim, Lorena foi indiciada por homicídio doloso qualificado por motivo torpe e traição. A pena é entre 12 a 30 anos de prisão. A corporação responsabilizou a biomédica e outras duas técnicas de enfermagem. A corporação já pediu a prisão preventiva de todas as envolvidas.

Atualmente, o documento está nas mãos do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Em nota, o órgão afirmou que não há previsão para a conclusão dos trabalhos jurídicos por conta da complexidade do levantamento feito pelos investigadores. Já a defesa de Lorena contestou o inquérito.