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Homem é condenado por matar cunhado no bairro São Caetano, em Divinópolis

Homem é condenado por matar cunhado no bairro São Caetano, em Divinópolis

Após dois anos e oito meses de espera, Gabriel Cassiano Alves Mendonça, de 20 anos, foi levado a júri popular em Divinópolis por confessar o assassinato de Túlio Henrique Gama, de 27 anos. O crime aconteceu no bairro São Caetano, no dia 18 de janeiro de 2022, e foi motivado por uma desavença anterior envolvendo o relacionamento de Gabriel com a irmã da vítima. Na ocasião, uma briga entre os dois, ocorrida seis meses antes dos fatos, teria sido o estopim para o desfecho trágico.

Segundo a defesa do réu, Túlio havia agredido Gabriel em uma briga anterior, e, desde então, provocava o acusado. No dia do crime, Gabriel alegou que foi ameaçado novamente por Túlio e decidiu se armar com um revólver calibre 38. Em seu relato, ele disse que, ao ser confrontado, refugiou-se em casa, mas acabou disparando um tiro contra a vítima. Mesmo após Túlio tentar fugir. Na época, a vítima usava tornozeleira eletrônica.

Gabriel foi preso logo após o crime e confessou ter jogado a arma no rio. Tanto a vítima quanto o réu já possuíam passagens pela polícia. Durante o julgamento, que aconteceu no fórum de Divinópolis, a acusação dispensou as testemunhas, enquanto a defesa optou por ouvir a mãe do réu e um homem que presenciou a briga entre os dois. A família de Túlio acompanhou o julgamento.

O Ministério Público pediu a condenação de Gabriel por homicídio duplamente qualificado, argumentando que o crime foi motivado por vingança e que o réu utilizou um recurso que dificultou a defesa da vítima. No entanto, os jurados não concordaram com essas qualificadoras. Após deliberação, Gabriel foi condenado a 10 anos de prisão em regime fechado por homicídio simples, uma pena mais leve do que a inicialmente proposta pela promotoria.

A defesa de Gabriel argumentou que o réu agiu motivado por ameaças constantes da vítima, que teriam se intensificado após Túlio deixar a prisão. Gabriel expressou arrependimento e relatou que, no dia do crime, encontrou-se com Túlio próximo à sua casa, onde foi intimidado, o que teria levado à tragédia.

Apesar da condenação, a defesa tem o direito de recorrer da decisão em busca de uma nova redução de pena.