Conheça a verdadeira face de Neivan Mourão, o assassino da divinopolitana Janaina Figueredo

Postado em 29/12/2019 14:05

Por Hugo Serelo

O feminicídio de Janaína Figueredo, de 23 anos, ainda choca Divinópolis. O crime, ocorrido há uma semana, foi praticado por Neivan Mourão Froes, de 24 anos.

Nossa equipe de reportagem investigou novos fatos que esclarecem detalhes sombrios da personalidade de Neivan.

O Crime

Às 03:00 de domingo (22), Neivan discutiu com a esposa. Segundo o homicida, a motivação seria o fato de a companheira ter se recusado a manter relações sexuais naquela noite.

Após esfaquear e matar a vítima, Neivan tentou suicídio. Porém, equipes do SAMU chegaram rapidamente ao local e resgataram o criminoso com vida. Neivan ficou internado na Sala Vermelha do Hospital São João de Deus. Após receber alta, recebeu voz de prisão e está preventivamente no presídio Floramar.

Frieza

Familiares e amigos de Janaína conversaram com nossa equipe de reportagem e afirmam que Neivan em momento algum demonstrou arrependimento. Durante seu depoimento, o homem teria dito que faria tudo novamente.

O assassino negou estar sob efeito de drogas, e disse ter executado o crime de forma lúcida.

Crueldade

De acordo com o próprio Neivan, Janaína foi muito agredida antes da consumação do homicídio. A jovem teve lesões na coluna. Segundo familiares, Neivan sabia que a mulher tinha pinos na região das costas.

Janaína implorou para não ser morta.

No momento das facadas, a mulher segurava uma imagem religiosa nas mãos enquanto implorava por clemência de Neivan.

Vida e Trabalho

O criminoso trabalhava como motorista de caminhão em Divinópolis. O homem era contratado  numa empresa do ramo de transportes. A maioria dos colegas de trabalho relatou que tratava-se de uma pessoa tranquila e de poucas palavras.

Porém, outras pessoas narraram uma versão sombria de Neivan.

Ex-colegas de profissão afirmam que Neivan já demonstrou descontrole emocional ao ser contrariado em coisas mínimas.

Numa das vezes, chegou a ameaçar matar um companheiro de trabalho.

Horas Antes

Na noite do crime, Neivan e Janaína saíram para se divertir em Divinópolis. O próprio assassino chegou a postar no status de WhatsApp uma imagem do casal em clima amistoso.

Revolta

Por se tratar de um réu primário, amigos da família temem que Neivan tenha uma situação jurídica atenuada.

“O feminicídio é crime previsto no Código Penal com pena de reclusão de 12 a 30 anos. As leis de defesa à mulher não são perfeitas, mas há, sim, mecanismos para punições severas. A crueldade utilizada por Neivan abre contundência para uma punição máxima”, destaca a jurista Ângela Sousa.

Divinópolis apresenta luto pela perda de uma trabalhadora honesta e querida na sociedade. Mas também clama por justiça.

 

Neivan Mourão. Foto: Álbum de casamento do assassino.

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