Aproximadamente 23 detentas testam positivo para a Covid-19 no presídio de Pará de Minas. De acordo com informações da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), as detentas estão assintomáticas ou com sintomas leves da doença e estão em isolamento social. As celas em que se encontram estão isoladas e são diariamente desinfectadas.
Foi
adotado um modelo pioneiro no país de circulação restrita de
detentos no período de pandemia, classificado como referência pelo
Ministério da Justiça e Segurança Pública. Para evitar a
contaminação por novos presos, foram criadas 30 unidades de
referência, distribuídas em todo o território mineiro, que
funcionam como centros de triagem e portas de entrada para novos
custodiados do sistema prisional.
Todas
as pessoas presas em Minas Gerais estão sendo encaminhadas para uma
unidade específica em cada região e ficam, pelo menos, 15 dias, em
quarentena e observação, evitando possível contágio caso fossem
encaminhadas de imediato para outras unidades. Após a observação e
atestada a sua saúde, são encaminhadas para as demais unidades
prisionais do Estado.
Cuidados
com quem já está preso: No caso de presos que já se
encontram no sistema prisional, caso apresentem sintomas da
covid-19, o protocolo é o seguinte: isolamento imediato, realização
de exames e, em caso de confirmação, tratamento segundo protocolo
da área da Saúde. Em todas as unidades em que há presos com
covid-19 confirmados, a desinfecção do ambiente também é imediata e
todos os demais detentos passam a usar máscaras, de forma
preventiva.
Evitar
o contágio via profissionais de segurança: Imprescindíveis
para a segurança das unidades, os profissionais estão com as
escalas de trabalho dilatadas, de forma a diminuir a circulação
desses servidores intra e extramuros.
Evitar
a circulação de presos para realização de
audiências: Foram instalados equipamentos para a
realização de videoconferências judiciais em todas as unidades
prisionais que estão, aos poucos, se adaptando para uso dessa
ferramenta. Com isso, evita-se o deslocamento da maioria dos presos
para o ambiente extramuros e diminui-se o risco de contágio pelo
coronavírus.
Já
foram realizadas mais de 16 mil videoconferências judiciais neste
período de pandemia – uma parceria com o Poder Judiciário que deve
se estender no período pós pandemia por resultar em ganhos
positivos para todos os atores envolvidos.
Limpeza
geral e desinfecção de ambientes: As áreas estruturais
como celas, pátios, áreas administrativas e técnicas, portarias,
guaritas e, também, veículos estão passando por higienização
reforçada, semanal, durante a pandemia.
Máscaras
e EPIs: O sistema prisional está produzindo máscaras para uso
nas próprias unidades e segurança de todos. No interior das
unidades prisionais já foram produzidas 4,5 milhões de máscaras por
custodiados. Todos os servidores são obrigados a circular no
interior das unidades de EPIs e, a eles, este material é fornecido
sistematicamente. Os presos também utilizam máscaras quando estão
com algum sintoma suspeito ou quando pertencem a alas ou pavilhões
onde outro detento foi testado positivo para a doença.















