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Análise de emoção facial ajudou a solucionar Caso Amanda Calais

Postado em 25/10/2019 10:14
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Por Hugo Serelo

Na triste noite de 8 de agosto de 2019, um detetive divinopolitano é acionado no bairro Lagoa dos Mandarins. Uma criança de seis anos fora encontrada morta numa região onde cinco pessoas eram possíveis autores do homicídio. O condutor do caso é direto com o investigador:

– Uma criança morreu. Há cinco suspeitos detidos naquela sala. Não sabemos qual deles é o autor. Entre lá e descubra.

A pressão é grande. O experiente investigador se reúne com os suspeitos e começa a desenvolver técnicas para medir as emoções de cada um.

Em determinado momento, o detetive narra para o grupo os detalhes daquele crime bárbaro e pergunta o que a criança Amanda Calais teria pensado ao ser morta, e o que sua família sentiria.

Quatro suspeitos expressam emoções de tristeza. Mas não a vizinha Sara Araújo, de 38 anos, que puxa o músculo do canto da boca. Uma microexpressão que seria ignorada pela maioria. Mas não para o detetive que captou o sinal de desprezo da acusada.

Imediatamente, Sara é separada do grupo e levada para um depoimento privado. Daí em diante, tudo foi uma questão de tempo para a mulher confessar o infanticídio praticado para se vingar da mãe da criança em consequência de desavenças pessoais.

Wagner Oliveira

Dívinópolis é uma das poucas cidades do Brasil que possui um especialista em leitura emocional através de análises da microexpressão facial. Trata-se do detetive e psicológo Wágner Oliveira.

Policial civil desde 1997 e formado em Psicologia desde 2004, Wagner buscou a graduação nessa aérea exatamente para ser um melhor investigador.

Leitura Facial

Na internet, canais como Metaforando e o seriado Lie To Me mostram especialistas analisando detalhes em expressões fisionômicas. Assim, é possível indentificar se uma emoção é natural ou se é uma reação fingida.

Em casos policiais divinopolitanos, a aplicação prática da técnica é complexa. O procedimento é baseado em métodos científicos.

As habilidades de Wagner já foram usadas em muitos casos de estupro, homicídio e latrocínio.

Segurança Pública é feita, sobretudo, com inteligência e estratégia. Que no futuro Minas Gerais reconheça que a Psicologia tem uma participação fundamental no trabalho de investigação policial.

 

 

Detetive e psicológo Wágner Oliveira participou da investigação do Caso Amanda Calais.

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