No aniversário de Sorín, relembre a história do craque com a camisa do Cruzeiro

Postado em 05/05/2019 21:46

Em 17 de janeiro de 2000 o Cruzeiro anunciava a contratação de Juan Pablo Sorín, titular da seleção argentina. Passava pelo Cruzeiro a história de um dos maiores laterais do futebol mundial.

Sorín

O Cruzeiro tirava o craque do eterno rival River Plate, clube que já enfrentou e venceu em três finais internacionais (Libertadores 76, Supercopa 91 e Recopa 99). No clube platino, Sorín venceu a Libertadores 96, a Supercopa 97 e quatro campeonatos argentinos. Um multicampeão ao lado de Crespo, Ortega e Fracescoli.

 

Sorín, campeão da Libertadores 1996.

 

O argentino chegava a um Cruzeiro recém-formulado. Outros nomes de peso como Oséas, Clebão, Jackson e Fábio Júnior compunham o pacote para reforçar o time.

O Início

A adaptação não foi fácil. Sorín era duramente criticado pela imprensa mineira. Especialmente por Chico Maia, colunista do Minas Esporte. Uma troca com o Flamengo envolvendo Petkovic foi cogitada e quase se concretizou.

Sorín ia se destacando a cada jogo, mas amargou um vice Mineiro para o Galo do trio Ramon, Guilherme e Marques. Sofreu, também, um vice da Sul-Minas para o bom time do América.

Todavia, na Copa do Brasil o Cruzeiro atropelou grandes times, como o Santos de Rincón, e partiu pra fazer a final contra o São Paulo. O Tri da Copa do Brasil teve uma carga emocional eletrizante e Sorín estava consagrado no pôster dos campeões.

Forjando um Ídolo

A troca de Marco Aurélio por Felipão fez bem a Juanpi. Com mais liberdade para atacar, Sorín começou a se destacar absurdamente.

A raça de Sorín era aliada a uma qualidade craque. Seu nome já era o mais gritado nas arquibancadas. Os gols começaram a aparecer de vários jeitos. Chutes fora da área, cabeceios, rebotes.

Contra o Atlético Mineiro, fez o terceiro gol comandando a virada histórica de 4×2 no turno do Brasileiro. Aquele gol carimbou sua entrada oficial como ídolo.

O Cruzeiro liderou todo o Brasileiro, mas morreu na semi-final contra o Vasco de Romário. Sorín, Geovanni, Cris, Ricardinho, Oséas e Sérgio Manoel foram os principais nomes de uma grande temporada.

Na Libertadores 2001, Sorín era o grande craque do time. Gols, assistências, roubadas de bola, cabeceios, tabelas, raça. Um repertório completo de um lateral digno das camisas 6 de Nonato e Vanderlei.

O time foi campeão da Sul-Minas 2001 e 2002 contra Coritiba e Atlético.

A final contra o Furacão 2002 teve gosto especial. O time paranaense era o melhor do Brasil e atual campeão Brasileiro. Em pleno Mineirão, Sorín fez o gol do título e uma despedida digna de roteiro de filme.

Europa

Na Europa, Sorín brilhou com as camisas de Lazio, PSG, Barcelona, Villareal e Hamburgo. Pela seleção Argentina, atuou como titular e capitão nas Copas de 2002 e 2006. Pela Argentina foram 76 jogos e 12 gols.

Um Argentino Brasileiro

O jogo Brasil 3×1 Argentina pelas eliminatórias da Copa do Mundo foi disputada no Mineirão. E foi uma festa pra Torcida do Cruzeiro. Com três gols de Ronaldo Fenômeno, revelado pela Raposa, a Torcida do Cruzeiro ainda viu assistência de Alex, craque da Tríplice Coroa.

O Brasil vencia por 3×0 até sofrer um gol.  E justamente de Sorín! O argentino foi aplaudido pelos cruzeirenses do estádio.

O primeiro argentino a ser ovacionado por uma torcida brasileira durante um jogo entre seleções.

O Retorno do Rei

Ao Cruzeiro, teve um breve retorno no segundo semestre de 2004, mas foi em 2009 seu verdadeiro regresso. Infelizmente, o despreparo de um treinador ruim (Adílson Batista) impossibilitou a utilização devida de Sorín.

Seu jogo de despedida contra o Argentino Juniors foi uma emocionante festa. Sorín deixava os gramados e entrava em definitivo na História eterna do Cruzeiro Esporte Clube.

Ao lado de Nininho, Vanderlei e Nonato, o argentino Juan Plablo Sorín forma o quarteto dos maiores laterais-esquerdos do clube.

 

Sorín ao lado de Nonato em 2009.

Hugo Oliveira Pegoraro Serelo, 32 anos, é pesquisador esportivo, repórter e radialista. Nasceu em Andradas-MG e mora em Divinópolis. Torce pro Rio Branco de Andradas e tem uma leve simpatia pelo Cruzeiro Esporte Clube.

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