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Ministério Público confirma mais de 1.500 hectares de desmatamento durante operação Mata Atlântica em Pé

Postado em 29/09/2020 14:08

Na primeira semana, entre 21 e 25 de setembro, a operação Mata Atlântica em Pé confirmou mais de 1.500 hectares de desmatamento e aplicou cerca de R$ 10,5 milhões em multas em Minas Gerais. Em dez municípios do norte do estado – Jequitinhonha, Água Boa, Rio Vermelho, São Francisco, Ibiaí, Capitão Enéas, Montalvânia, Juvenília, Jaíba e Gameleiras – foram fiscalizadas 69 propriedades, lavrados 62 autos de infração ambiental e confeccionados 78 Registros de Evento de Defesa Social (Reds). Também foram apreendidos 11 pássaros, 8.182,76m³ de madeira, 111,5m³ de carvão, 11 armas brancas e uma motosserra.

Desde o dia 21 de setembro, em ação coordenada, os Ministérios Públicos estaduais de 17 unidades da Federação realizam a quarta edição da operação Mata Atlântica em Pé, voltada a coibir o desmatamento e proteger as regiões de floresta que integram o bioma da Mata Atlântica. A operação conta com a participação e o apoio de diversas instituições. O final da operação está previsto para o dia 1º de outubro.

Em Minas Gerais, a ação é realizada concomitantemente à quinta fase da operação Mata Atlântica Viva, um projeto criado pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente (Caoma) do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em 2018, com o objetivo de identificar e autuar os responsáveis por infrações e crimes ambientais, visando à reparação de danos, à recuperação e à preservação de remanescentes da Mata Atlântica. Nas quatro fases já realizadas foram fiscalizados 6.750 hectares de desmatamento, lavrados 274 autos de infração e aplicados R$ 37,4 milhões em multas.

Participam da operação o Caoma, por meio do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) e do Núcleo de Geoprocessamento (Nugeo), com o apoio da Central de Apoio Técnico, todos órgãos do MPMG. Colaboram ainda a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Militar de Meio Ambiente. São empregados na ação um efetivo de 74 pessoas e 36 viaturas das instituições participantes.

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