A influenciadora digital Thayeni Aparecida Costa, conhecida como Thay Costa, de 22 anos, foi indiciada por estelionato qualificado e permanece no Complexo Penitenciário Doutor Pio Canedo, em Pará de Minas, à disposição da Justiça. Essa informação foi confirmada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (16), ao MPA.
Conforme a Polícia Civil, o inquérito foi concluído no dia 8 de agosto deste ano, com o indiciamento de Thay Costa, pelo crime de estelionato qualificado pela fraude eletrônica (artigo 171, §2°-A do Código Penal), por duas vezes em continuidade delitiva, na forma do artigo 71 do Código Penal. Ainda segundo a Polícia, o inquérito foi remetido ao Judiciário para adoção das medidas cabíveis.
A jovem, foi presa preventivamente no dia 3 de agosto. Ela foi localizada na casa da mãe dela, na cidade de Nova Serrana. As investigações tiveram início em junho deste ano, a partir de representação realizada por duas vítimas residentes na cidade. Segundo o relato delas, a influenciadora digital vendia pacotes de marketing digital, incluindo a venda de produtos, aulas de mentoria sobre o mercado digital e como ganhar novos seguidores nas redes sociais. No entanto, após a realização do pagamento, os serviços não foram prestados, resultando em um prejuízo estimado em R$ 13 mil reais.
Na época da prisão, a Polícia Civil informou que havia indícios que Thay Costa vendia pacotes de marketing digital para vítimas em todo o Brasil, sendo possível que houvesse mais de 30 delas em outros estados. “Em casos de crime de estelionato, o qual é de ação penal pública condicionada à representação da vítima, a PCMG orienta que o cidadão lesado procure a Delegacia de Polícia Civil mais próxima para registrar os fatos e propor a devida representação, como determina a lei”, orientou.
Além da acusação de estelionato, a influenciadora digital também está envolvida em uma ocorrência de comunicação falsa de crime registrada no dia 22 de junho deste ano, na cidade de Divinópolis, após ter alegado a policiais militares que sua residência teria sido arrombada e objetos pessoais, furtados. No entanto, há indícios de que a própria investigada solicitou a retirada de seus pertences da casa.
Defesa da vítima:
O MPA tenta contato com a defesa da acusada. Assim que obtiver posicionamento da defesa, divulgará.















