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Republicanos de Minas Gerais avalia coalizão com União Brasil-PP e possibilidade de apoio do Podemos até agosto

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O Republicanos em Minas Gerais está próximo de formalizar uma coligação com a federação União Brasil-PP para a disputa do governo do estado, conforme deliberação aprovada pela convenção do partido neste sábado (25). Além dessa possibilidade de aliança com um dos maiores blocos políticos do país, o grupo também sinaliza a obtenção do apoio do Podemos para a eleição.

O cenário ainda não aponta definição sobre a candidatura ao governo do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG). A convenção delegou ao diretório estadual a prerrogativa de decidir, até o dia 5 de agosto, entre lançar uma candidatura própria ou manter uma coligação com União Brasil, PP e Podemos, além de outros partidos que venham a aderir ao acordo. A posição do diretório deve contemplar também a definição sobre os cargos majoritários, incluindo governador, vice-governador e o Senado.

O presidente do Republicanos-MG, Euclydes Pettersen, reforçou que a orientação interna é deixar o tema em aberto para o colegiado estadual tratar das coligações, citando explicitamente a possibilidade de aproximação com União Brasil, PP e Podemos, bem como a avaliação de outros partidos antes de consolidar a chapa. “Deixamos direcionado para o diretório estadual para tomar as providências em relação às coligações, como anunciamos aqui o União Brasil, PP e Podemos, além de outros partidos. Vamos decidir também sobre os cargos majoritários, de governador, vice-governador e senado”, disse Pettersen.

Segundo o próprio parlamentar, a decisão será tomada em sintonia com Cleitinho Azevedo, respeitando o luto do senador pela perda do irmão na última semana. Ainda assim, mantêm-se como nomes mais cogitados para compor a chapa o próprio Cleitinho e o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, que é apontado como possível vice-governador. A ausência de definição, no entanto, deixa espaço para cenários alternativos, inclusive com a possibilidade de o Republicanos apoiar Marcelo Aro (PP), ex-secretário de Governo de Minas Gerais, que já manteve relações políticas próximas ao governador Mateus Simões (PSD), pré-candidato à reeleição.

Impactos da coalizão e composição da chapa

As tratativas sobre a coalizão com a federação União Brasil-PP trazem repercussões significativas para o atual desenho político do governo mineiro. A adesão do Republicanos a esse bloco pode retirar da chapa governista o apoio de partidos que hoje sustentam o Palácio da Liberdade, o que, na prática, deslocaria o eixo de apoio da administração atual. Em termos estratégicos, tal movimento é visto como uma corrida para ampliar a margem de decisão do grupo de oposição ao PSD ou para consolidar uma alternativa ao Palácio do Idelfonso de Mello, dependendo dos desdobramentos regionais e nacionais.

Dentro das negociações, a possibilidade de Marcelo Aro surgir como opção, caso Cleitinho não avance com a sua candidatura, indica que o PP pretende manter pluralidade na costura de alianças em Minas, buscando um nome viável para compor a chapa, seja como candidato a governador ou a vice. A referência a Aro também sinaliza uma continuidade de alianças entre o PP e setores que orbitam o atual governo, o que pode reduzir a distância entre os programas de governo de diferentes espectros políticos.

Para além das estratégias internas, a coroa de pontos de interrogação permanece sobre o posicionamento do PSD/aposentando aliança com o atual governo. O governador Mateus Simões, cuja gestão tem gerado leitura de continuidade, já foi citado como alguém que poderia se ver afetado pela reorganização de alianças, especialmente se a coalizão com União Brasil e PP se consolidar de forma mais contundente. A clareza sobre esse efeito depende do desfecho das decisões do Republicanos e da leitura que o grupo do PSD fará desse novo mapa político.

A reportagem procurou a campanha do governador Mateus Simões para manifestação sobre a união, mas até o momento não houve retorno. O espaço continua aberto para declarações oficiais, que devem versar sobre impactos na chapa governista, nos apoios institucionais e nas possíveis mudanças de palanque para as próximas eleições.

Em resumo, o Republicanos de Minas Gerais avança na definição de uma coalizão com União Brasil e PP, com a possível inclusão do Podemos, ao mesmo tempo em que deixa em aberto a definição sobre a candidatura de Cleitinho Azevedo. O desfecho dependerá, nos próximos dias, da atualização de diretrizes pelo diretório estadual, da leitura de Cleitinho sobre sua participação e das conversas com outras siglas, incluindo a possibilidade de recorrer a Marcelo Aro como alternativa para a composição da chapa.