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MP e TRE afirmam não ter recebido denúncias sobre candidata acusada de coagir mães

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foto: redes sociais

Ministério Público e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) afirmaram ao Sistema MPA que não receberam denúncias sobre a candidata a vereadora acusada de coagir mães atípicas para conseguir votos em Divinópolis.

A candidata em questão é Vivian Alvarenga, que é suspeita de instigar pessoas a votar nela devido ao apoio da candidata às pautas sobre autismo. Diversos pais alegam ter denunciado a candidata, mas, em contato com o Ministério Público, o Sistema MPA foi informado de que não houve nenhuma denúncia registrada contra o nome de Vivian. Além disso, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) também não recebeu em particular nenhuma denúncia sobre o caso.

Entenda o caso

Vivian, que antes do período eleitoral era diretora da Associação Amiga dos Autistas em Divinópolis, teria enviado diversos áudios a pais de crianças assistidas pela associação, os ameaçando para que votassem nela. Caso não o fizessem, correriam o risco de ter os filhos prejudicados na associação.

Candidata se pronuncia

A candidata alega que, durante essas ações e abordagens, estava sob uso de medicamentos e, por isso, não estava em sã consciência de seus atos.

” Eu, Vivian de Fátima Alvarenga, venho por meio desde, me retratar sobre os áudios vazados.
Primeiramente sou fundadora da Associação Amiga, porém, me encontro afastada da entidade desde abril de 2024. Desde essa data não falo em nome da instituição e nem atuo na mesma.(Segue em anexo o documento firmado em cartório que comprova meu afastamento).

Fiquei extremamente surpresa e envergonhada com os áudios divulgados, pois, não é minha conduta usual, eu não sou assim.
Inicialmente pensei não ser minha voz, justamente por não me recordar, e não concordar com o que foi dito ali, mas, averiguei todas as conversas com a referida pessoa.
E infelizmente, nesse dia eu estava sob efeito de medicação indutora de sono; é possível notar que minha voz está pastosa e a fala desconexa.

Há dois anos venho sofrendo perseguições;
e com a implementação de minha candidatura essas perseguições se agravaram fazendo com que minha saúde mental ficasse bastante abalada.
Busquei auxílio psicológico e psiquiátrico devido à ansiedade e dificuldade para dormir.
Sou mãe atípica, esposa, ativista da causa autista e no momento candidata a vereadora,todas essas funções exigem muito de qualquer ser humano.

Iniciei o uso de medicamentos para controle da ansiedade e para a insônia grave.
Porém, todo fármaco tem seus efeitos colaterais.
E nessa ocasião eu tive a infeliz ação de usar as redes sociais em um momento que estava sob efeito de medicação para dormir.
É comprovado dentro da medicina que um dos efeitos colaterais de psicotrópicos é comportamentos atípicos, fala desconexa, e dificuldade na concentração.
Eu errei e me arrependo muito por isso.
Gostaria de pedir as mais sinceras desculpas, às pessoas que foram afetadas pela minha fala em um momento vulnerável.
Eu estava, sim, sob efeito de medicação, mas, isso não me exime do erro.
Irei responder por minha imprudência.
Aqueles áudios não me definem, eu não sou assim, não compactuo e não concordo com absolutamente nada que foi dito ali.
Estou extremamente envergonhada e arrependida por ter usado as redes sociais naquele estado.
Mas, esse episódio isolado não vai apagar minha luta e esforços dedicados a área da saúde a causa autista.
Esse incidente me fez crescer enquanto pessoa e refletir sobre a importância com os cuidados a saúde mental.
Novamente peço perdão às pessoas que ofendi.
Estou pronta para responder por meus atos em caso de processo.”

A Associação Amiga dos Autistas se manifestou, dizendo que as ações de Vivian Alvarenga não condizem com o pensamento da entidade.