Alguns dos líderes que articulavam uma paralisação nacional
culparam, principalmente, a própria categoria pelo baixo
engajamento. Pessoas que foram aos pontos de parada relataram nos
grupos ter encontrado menos de quatro caminhoneiros em alguns
casos.
A greve foi liderada por Marconi França, que chegou a pedir
ajuda da CUT para a mobilização. Porém a decisão causou irritação
em parte da categoria, que viu politização do movimento, e o
motorista chegou a dizer que abriria mão da ajuda para não perder
apoio dos mais próximos ao governo Bolsonaro e que seu movimento
não tinha razões políticas.
A mobilização também sofria oposição de líderes mais antigos,
em especial dos responsáveis pela grande paralisação de 2018. Hoje
mais próximos da mesa de negociação com o governo, esses
caminhoneiros vinham disparando vídeos pedindo que a categoria não
aderisse.
Os motoristas que ainda insistem na paralisação neste ano
apontam que, na cidade de Ijuí (RS), acontecem atos pacíficos nas
estradas.















