fbpx
Pular para o conteúdo

Vereador se posiciona sobre decisão de afastamento pelo MP

Image
Foto: Câmara de Divinópolis/Divulgação

O vereador Eduardo Print Júnior (PSDB) emitiu uma nota de esclarecimento nesta quarta-feira (11) sobre uma decisão da Justiça que determinou o afastamento de seu cargo na Câmara de Divinópolis. A ordem judicial seria de que o parlamentar estaria na Mesa Diretora após operação do Ministério Público, em maio.

Na nota, Print diz que se sentiu surpreso e indignado. O vereador ainda afirmou que recorrerá da decisão.

Advertisement

Leia a nota na íntegra:

“Com muita surpresa tive acesso ontem (10), em meu gabinete, a decisão assinada pelo Judiciário que determina meu afastamento momentâneo das funções de vereador na Câmara Municipal de Divinópolis.

Minha surpresa e indignação se dão pelas justificativas para a tomada dessa decisão, as quais considero amplamente injustas e não condizente com a realidade e tudo o que não ficou comprovado durante a investigação do Ministério Público.

Em primeiro lugar, o documento afirma que eu, enquanto vereador, teria descumprido a ordem judicial para afastamento da Presidência da Câmara Municipal, ao durante as reuniões, me sentar numa das cadeiras disponíveis no centro do Plenário, onde estão sentados os membros da Mesa Diretora. Meu afastamento momentâneo da função de Vereador está justificado nisso. Que eu não poderia ter me sentado ao lado do presidente em exercício, Sr. Israel da Farmácia, durante a investigação.

É de conhecimento geral, é só não percebe isso quem não está disposto a perceber, o lugar onde me sentei nas reuniões no Plenário da Câmara Municipal era o único disponível quando do meu afastamento da Presidência, há 140 dias, afinal todos os lugares no Plenário são ocupados de modo permanente pelos Vereadores, ou seja, cada Vereador tem seu assento. No momento da decisão de afastamento da Presidência, tomada a pedido do Ministério Público, as únicas cadeiras disponíveis seriam a do então Vice-Presidente, e do Vereador afastado Rodrigo Kaboja.

Onde está o descumprimento da ordem judicial a justificar meu afastamento agora como Vereador? A decisão judicial tomada naquele momento foi clara, afastamento das funções de Presidente da Câmara Municipal, e isso foi observado com rigor, não participei ou participo de nenhuma decisão administrativa da Câmara desde meu afastamento da Presidência, porém a decisão judicial não me ordenou que não tivesse assento ao lado desse ou daquele Vereador, afinal eu continuei exercendo meu papel de Vereador, não importa em que cadeira eu estivesse sentado.

A denúncia que gerou todo esse mal estar partiu do Prefeito Gleidson Azevedo e possui razão nitidamente política e foi uma retaliação por nossa atuação numa CPI que apurou fraudes e irregularidades na Secretaria de Educação que causaram um prejuízo de mais de 10 milhões de reais para os cofres do município, foi uma retaliação pela demonstração das mazelas dessa gestão. A operação “Gola Alva” instaurada pelo Ministério Público foi concluída e apesar do oferecimento da denúncia, todos terão conhecimento de que muito se procurou e nada se encontrou em termos de provas de atos ilegais dos quais fui acusado.

O segundo fato apontado como razão para a decisão de afastamento do cargo de Vereador, é uma conversa por troca de mensagens via WhatsApp que tive com o Sr. Nicácio Júnior, em agosto último, onde o assunto foi único e exclusivamente sobre o Guarani Esporte Clube, dado que Nicácio é presidente do clube e eu, na condição de conselheiro do Guarani, fiz perguntas relacionadas ao jogo no estádio Waldemar Teixeira de Faria.

Nesse momento das mensagens sobre o jogo do Guarani, as investigações da operação do Ministério Público estavam praticamente concluídas e a proibição de contato estaria reservada a temas de interesse público, relacionados a função de Vereador que ocupo, não às outras atribuições que tenho enquanto Conselheiro do Guarani.

Embora eu ainda acredite na Justiça apesar de tudo, reitero minha discordância dessa decisão, que acredito ir contra todos os fatos já apresentados, uma vez que não cometi nenhuma irregularidade e as autoridades estão cientes disso.

Aos meus eleitores reafirmo o compromisso de no exercício do mandato ou não, lutar para o futuro e o desenvolvimento de nossa cidade, honrando toda a confiança que sempre depositaram em mim.”

Foto: Câmara de Divinópolis/Divulgação

mobile