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Seis divinopolitanos envolvidos no 8 de janeiro podem ter penas reduzidas com a dosimetria

Seis divinopolitanos envolvidos no 8 de janeiro podem ter penas reduzidas com a dosimetria
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um levantamento do Portal MPA com dados do Supremo Tribunal Federal (STF) indica que seis divinopolitanos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 podem ter as penas reduzidas com a dosimetria. O projeto de lei teve o veto de Lula derrubado pelo Congresso Nacional na última quinta-feira (30/4).

O projeto não soma penas para os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, sendo aplicada apenas a última, que é de cinco anos.

Os dados pesquisados pela reportagem constam no site do STF, responsável pelos processos.

Ao todo, 19 moradores de Divinópolis foram detidos após as manifestações. Três deles foram condenados a 14 anos de prisão: Marco Afonso Campo dos Santos, que teve a prisão domiciliar concedida na última segunda-feira (27), Odiceia Andrade Campos e Luiz Gonzaga Militão, ex-secretário municipal de Direitos Humanos e ex-candidato a prefeito em 2016.

Willian Fonseca Amorim, também denunciado pelos delitos mais graves, teve o julgamento adiado em 14 de abril após a ministra Cármen Lúcia pedir vista. Caso seja condenado, a pena prevista também pode ser reduzida com a dosimetria.

Acordos anulados pelo Supremo

Outras nove envolvidos assinaram Acordos de Não Persecução Penal (ANPP) e não se tornaram réus. Dentre eles, duas tiveram a decisão anulada após a corte apurar condutas mais graves do que elas haviam confessado. São os casos de Evandra do Rosário de Souza e Thayna Mhery Alves De Oliveira, rés por tentativa de golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado democrático de direito. Caso sejam condenadas por estes crimes, a dosimetria também pode ser aplicada.

O projeto de lei seguiu para promulgação do presidente Lula. Caso o Executivo não assine no prazo, a competência passa para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O STF será responsável por recalcular as penas.

Situação dos divinopolitanos do 8 de janeiro

  • Andrea Maria Maciel Rocha e Machado: assinou acordo de não-persecução penal.
  • Alcidia Maria de Jesus Sousa: condenada a medidas cautelares, como uso de tornozeleira, serviços comunitários e multa por danos morais.
  • Antônio Carlos de Sousa: assinou acordo de não-persecução penal.
  • Edson Gonçalves de Oliveira: assinou acordo de não-persecução penal.
  • Evandra do Rosário de Souza: assinou acordo de não-persecução, mas o STF revogou a medida em 2025. Ela foi presa em janeiro e solta em abril, cumprindo medidas cautelares com o uso de tornozeleira. O processo ainda está em andamento e a dosimetria pode ser aplicada.
  • Ezequiel de Oliveira Sousa: condenado a medidas cautelares, como uso de tornozeleira, serviços comunitários e multa por danos morais.
  • Juliana Marcal de Sousa: condenada a medidas cautelares, como uso de tornozeleira, serviços comunitários e multa por danos morais. 
  • Luiz Gonzaga Militão: condenado a 14 anos de prisão em regime fechado e multa por danos morais coletivos. A pena pode ser reduzida para 5 anos com a dosimetria. Atualmente cumprindo medidas cautelares.
  • Magda Eliana Lima: cumpre medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica. Processo ainda em andamento.
  • Marco Afonso Campo dos Santos: condenado a 14 anos de prisão em regime fechado e multa por danos morais coletivos. A pena pode ser reduzida para 5 anos com a dosimetria. Cumpre prisão domiciliar desde 27 de abril.
  • Marcio Rodrigues de Melo: assinou acordo de não-persecução penal.
  • Maria de Lourdes Sousa Grego: assinou acordo de não-persecução penal.
  • Odiceia Andrade Campos: condenada a 14 anos de prisão em regime fechado e multa por danos morais coletivos. A pena pode ser reduzida para 5 anos com a dosimetria. Cumpre medidas cautelares.
  • Paulo Roberto De Souza: condenado a medidas cautelares, como uso de tornozeleira, serviços comunitários e multa por danos morais. 
  • Renato Rodrigues De Melo: assinou acordo de não-persecução penal, mas o STF revogou em 2025. Atualmente cumpre medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica. Julgamento marcado para 8 de maio, com a denúncia prevê penas mais leves. Desta forma, a dosimetria não seria aplicada.
  • Sirlei Aparecida Alves: assinou acordo de não-persecução penal.
  • Thayna Mhery Alves De Oliveira: assinou acordo de não-persecução penal, mas o STF revogou em 2025. Atualmente cumpre medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica.
  • Vander Alves Dias: assinou acordo de não-persecução penal.
  • Willian Fonseca Amorim: réu pela mesma denúncia contra Marco, Militão e Odiceia, com pena prevista de 14 anos de prisão. Julgamento iniciou em abril e foi adiado a ministra Carmen Lúcia pedir vista. Pena pode ser reduzida com a dosimetria.
Seis divinopolitanos envolvidos no 8 de janeiro podem ter penas reduzidas com a dosimetria
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil