A Prefeitura de Divinópolis denunciou, nesta quarta-feira (3), que pessoas em situação de rua de outras cidades estão sendo encaminhadas de forma irregular para o município. A prática, segundo a administração, tem sobrecarregado a rede de assistência social local e comprometido o atendimento à população.
O caso foi divulgado em vídeo pelo prefeito Gleidson Azevedo, ao lado da secretária de Desenvolvimento Social, Juliana Coelho, e dos vereadores Matheus Dias e Wellington Well.
A Semds relatou que muitas dessas pessoas não têm vínculo com a cidade e chegam sem encaminhamento formal, o que aumenta a complexidade do atendimento. Juliana explicou que, em alguns casos, há até fracionamento de viagens entre municípios, o que contraria as normas. “O correto é que o município de origem garanta a passagem até o destino, com articulação prévia. Encaminhar alguém sem planejamento é desumano e inviável”, disse.
Segundo a Prefeitura, há registros de pessoas que, após chegarem, optaram por permanecer em Divinópolis, o que obriga o município a oferecer acolhimento temporário. Em um dos casos, um homem que seguiria para Três Corações desistiu do destino e decidiu ficar na cidade.
Para coibir a prática, a administração municipal começou a notificar formalmente as cidades envolvidas e anunciou que adotará medidas administrativas, legais e políticas.
Em nota oficial, a Prefeitura Municipal de Nova Serrana enviou o seguinte comunicado:
A Administração Municipal nega irregularidades e esclarece que o homem chegou a Nova Serrana em busca de familiares, recebeu atendimento na UPA e foi direcionado ao Centro Pop. Durante o processo, ele manifestou o desejo de ir para Divinópolis, sendo o transporte realizado pelo Centro de Acolhimento Frederico Ozanan (CAFO), entidade filantrópica conveniada. A Prefeitura informa que abriu um procedimento interno para apurar se houve falhas de comunicação entre os municípios e afirmou que, caso sejam confirmadas, medidas administrativas serão tomadas.
O prefeito de Pedra do Indaiá divulgou um vídeo em suas redes sociais negando as acusações.
As prefeituras de Lagoa da Prata, Luz, Pará de Minas e Carmo do Cajuru, foram procuradas pela reportagem, mas não responderam.
Segundo a Semds, Divinópolis têm 120 pessoas em situação de rua e outras 38 em abrigos municipais.















