Os motoristas do transporte público de Divinópolis decidiram entrar em estado de greve nesta quarta-feira (26) e já definiram que, caso não haja acordo com o Consórcio Transoeste a categoria iniciará uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 10 de março.
Na última segunda-feira, as empresas do consórcio ofereceram um reajuste salarial de 4%, proposta que foi rejeitada por unanimidade pelos motoristas em assembleia realizada nesta manhã. A categoria reivindica um aumento de 56,86%. A assembleia contou com a participação de 86 motoristas, e isso já aponta que a rejeição da proposta patronal é unânime entre os profissionais.
O presidente do Sindicato dos
Motoristas, Erivaldo Adami, informou que as próximas 72 horas serão
destinadas à comunicação oficial da decisão às autoridades
municipais, às forças de segurança e ao Consórcio Transoeste. “As
assembleias realizadas a categoria rejeitou a proposta de reajuste
salarial apresentada pelo consórcio no percentual de quatro por
cento, mantemos a nossa pauta de reivindicação que é a valorização
da profissão do motorista, pedindo piso de quatro mil reais. E
tiramos o estado de greve, ou seja, a gente vai notificar as
autoridade, poder concedente, prefeitura, câmara, autoridades,
polícia militar, o consórcio transoeste, as empresa que compõem o
consórcio, que a partir de sexta-feira nós vamos fazer essa
notificação que é a partir de sexta-feira, setenta e duas horas,
então podemos deflagrar a greve a qualquer momento”, explicou.
O estado de greve são manifestações que apontam que não houve
acordo, mas sem a paralisação das atividades, mobilizando ainda
mais os trabalhadores. “Após o carnaval, a qualquer momento, ou na
quinta, ou na sexta, ou até mesmo na segunda seguinte, dez ou onze
de março, a gente está deflagando a greve. Caso não haja uma nova
contraproposta que vem atender os anseios do trabalhador, que eu
duvido que isso seja apresentado. Lamentavelmente temos que pedir
apoio à população entender o momento porque o salário está muito
defasado”, explica o sindicalista.
Impacto para a população
Caso a paralisação se concretize, os usuários do transporte público em Divinópolis poderão ficar sem ônibus a partir do dia 10, o que pode gerar impactos significativos na mobilidade urbana da cidade. A categoria aguarda um posicionamento das empresas e da administração municipal para evitar a paralisação dos serviços.















