Três décadas depois de transformar as praças de Divinópolis em grandes palcos culturais a céu aberto, o projeto Sexta Básica de Cultura retorna em forma de documentário. O filme “Sexta Básica de Cultura – 30 anos” resgata a memória de um dos mais importantes movimentos culturais da história do município, realizado pela Prefeitura de Divinópolis em 1995, durante o Ano Municipal da Cultura.
Ao longo daquele ano, toda primeira sexta-feira do mês reunia milhares de pessoas em apresentações gratuitas de música, teatro, dança, artes plásticas e manifestações populares em espaços públicos da cidade. O evento se consolidou como símbolo da democratização do acesso à cultura e chegou a reunir um público médio estimado em 15 mil pessoas por edição.
O projeto marcou gerações ao trazer para Divinópolis grandes nomes da música brasileira ao lado de artistas locais. Entre os destaques da programação estiveram shows de Belchior, Lô Borges, Luiz Melodia, Baby do Brasil, Beto Guedes, Paulinho Pedra Azul, Zé Geraldo, Boca Livre, Hanói Hanói, Sá & Guarabyra e Túlio Mourão.
Dirigido por Emerson Penha, o documentário reúne imagens raras de arquivo, apresentações históricas e entrevistas atuais com músicos, produtores culturais, artistas plásticos, jornalistas e personagens que participaram intensamente daquele período. O longa também representa um importante trabalho de preservação da memória audiovisual da cidade.
Para a produção do filme, foram recuperadas, assistidas e digitalizadas mais de 100 horas de gravações em VHS. O material inclui imagens de 11 das 12 edições do evento e 26 shows registrados na íntegra. Todo o acervo foi preservado ao longo dos anos por Ricardo Gomes, da RM Produções, responsável pelas gravações originais realizadas em 1995.
Além de revisitar momentos históricos para quem viveu a época, o documentário também apresenta às novas gerações um modelo de promoção cultural que ocupava os espaços públicos com arte, música e convivência comunitária.
O argumento e roteiro são assinados por Emerson Penha. A montagem e finalização ficaram a cargo de Cadu Barros. As imagens de época são de Eron de Paula, Ricardo Gomes, Márcio Monteiro e Juliano Vilela. A produção é de Carlos “Carlão” Rodrigues, Evandro Araújo e Adriano Reis, com apoio de Valério Azevedo. O design é assinado por Netty Assunção.















