A Câmara Municipal de Divinópolis foi
palco de audiência pública na noite desta quarta (27/9), por meio
de solicitação da Comissão de Administração Pública Infraestrutura,
Serviços Urbanos e Desenvolvimento Econômico. O objetivo debater,
junto ao poder público, demandas, cronograma de obras e sugestões
dos comerciantes no que diz respeito as obras realizadas na Avenida
Magalhães Pinto, no bairro Niterói.
Na oportunidade, o Vereador Eduardo Print Jr se manifestou como
comerciante local, pontuando algumas das situações que estão
prejudicando os estabelecimentos na região. “A população anseia por
respostas como o coronograma de obras, previsão de término, período
chuvoso, desvios e sinalizações, além de um retorno da prefeitura
de como poderá colaborar para que os comerciantes não fechem de vez
as portas de seus estabelecimentos”, disse.
Patrícia Abadia pontuou que é comerciante na região há 29 anos e
nunca passou por um período tão difícil como o atual. “Eu dependo
do fluxo dos demais bairros e com a interdição da via, acabei sendo
muito afetada. Estamos entrando no final do ano, quando as vendas
começam a alavancar e estamos com medo de fechar as portas.
Percebemos que as máquinas têm ficado paralisadas quando estão com
defeito e isso acaba prejudicando ainda mais o período de execução
da obra”, contou.
O responsável pela Secretaria Municipal, Fiscalização de Obras
Públicas e Planejamento (SEMFOP), o secretário Paulo José da Silva,
afirmou que a obra se inicia no perímetro da rodovia MG 050
seguindo até a região do bairro. “Nos trechos 6 e 7 foi preciso
fechar as vias por questões de segurança, pois estavam sendo
executados os serviços de drenagem com máquina pesadas em curso.
Considerando as questões técnicas e de durabilidade, alguns trechos
serão abertos apenas valas para adequação do serviço. Já uma
segunda equipe faria o trabalho compreendido no projeto entre as
rua Ouro Fino, até a ponte do rio Itapecerica”.
Outros bairros também estão sendo afetados, a exemplo do Danilo
Passos, como foi afirmado pelo cidadão Kildare que relatou
prejuízos com postes quebrados, cabos de internet arrebentados,
vias deterioradas, comerciantes perdendo vendas por falta de local
para estacionar e o bairro não tem estrutura física para a passagem
de veículos tão pesados como as carretas que estão circulando na
localidade. “Vejo que a prefeitura não exigiu uma contrapartida da
empresa responsável pela obra para sanar os demais problemas
ocasionados em ambas regiões”, frisou.
O Vereador Flávia Marra fez coro com
a população e cobrou mais mão de obra por parte da empresa para não
haver mais morosidade no decorrer da obra, dobrando o número de
maquinários e funcionários destinados à obra da Magalhães
Pinto.
Adimilson Vieira, representante da Moura Campos Empreendimentos,
empresa responsável pela obra, disse que o cronograma depende mais
de maquinário do que de muitas pessoas empenhadas na mão de obra.
“Quero reforçar que estamos dentro do cronograma, porém pretendemos
atender as solicitações e aumentar sim o número de máquinas ao
longo da obra, seja fim de semana ou durante a semana, nosso
intuito é entregar a obra em dia”.
O representante da Copasa, Madson Brandão, afirmou que no caso de
falta de água em alguns pontos do bairro, podem ser suscetíveis
devido ao rompimento de canos interligados aos trabalhos realizados
na obra. “Acredito que com a conclusão das obras de rede, esses
índices podem ser minimizados”, pontuou.
Representando a Secretaria de Trânsito e Transportes (Settrans),
Mateus Tavares, que também se disse morador do bairro Niterói,
respondeu às questões relacionadas a carga e descarga nos pontos de
comércio, que estão permitidas pela secretaria. “Os agentes de
trânsito tem acompanhados os trechos de 7h da manhã até as 19
horas, dando um apoio ao trânsito na região. Já em relação às
multas registradas na Settrans, foram de motociclistas transitando
em cima das calçadas que colocam em risco a vida dos pedestres.
Outro ponto colocado, foi o início da obra, porém o projeto da obra
está sendo executado desde o ano passado. E o trecho de maior fluxo
do comércio tem previsão de que as duas faixas devem ser entregues
até meados de novembro. Os oito meses compreendem toda a extensão
da MG-050 até a ponte do bairro Niterói”, afirmou o representante
da Settrans.















