Um erro em um processo sobre um atropelamento na MG-050 chamou atenção ao mostrar que a concessionária responsável pela rodovia convocou como testemunha a própria vítima do acidente, Francisca de Fátima da Silva, de 56 anos, que morreu no local em 13 de fevereiro de 2022.
Documentos do processo listam Francisca entre as testemunhas. Outras pessoas que realmente estiveram no local foram chamadas, como o condutor do veículo, um inspetor de tráfego, duas testemunhas e o policial rodoviário responsável pelo registro da ocorrência.
O acidente ocorreu no km 132 da MG-050, no bairro Quintino, em Divinópolis. Segundo a Polícia Militar Rodoviária, o motorista relatou que seguia pela via quando três mulheres tentaram atravessar próximo a um ponto de ônibus. Duas conseguiram passar, mas Francisca teria parado no meio da pista. O motorista afirmou ter acionado os freios, porém não foi possível evitar o atropelamento.
As testemunhas confirmaram a versão apresentada pelo motorista, que também passou pelo teste do etilômetro, resultando em 0,00 mg/l.
A vereadora Ana Paula do Quintino, atuante na pauta da MG-050, relatou na reunião da Câmara desta quinta (04) e comentou: “Eu estava lá e foi um verdadeiro absurdo. Isso só mostra o descaso da concessionária com a vítima. Sem iluminação e travessia, casos assim serão cada vez mais frequentes. Uma vergonha!”, disse a vereadora.
A reportagem entrou em contato com a Concessionária, mas até o momento não obteve resposta.
















