
Daniella
Mara dos Santos e Renato Ribeiro Corrêa descobriram a gravidez no
começo de 2019. Ao fazer o primeiro ultrassom, a surpresa: eram
gêmeas. O início da gestação ocorreu de forma tranquila até que, em
agosto, antes de completar 28 semanas (seis meses) ela começou a
sentir fortes dores. Era o nascimento das gêmeas, caso que,
pelo período, é considerado prematuridade extrema.
Após passar a tarde no hospital, a equipe médica identificou que uma delas estava com princípio de sofrimento fetal, caracterizado pela falta de oxigênio. Foi preciso, então, fazer o parto para evitar o agravamento do quadro.
As recém-nascidas Emanuelly Ribeiro Corrêa Santos e Gabrielly Ribeiro Corrêa Santos passaram 2 meses e 15 dias internadas no Centro de Terapia Intensiva (CTI), entre intubação, infecção e antibióticos. Os pais acompanhavam de perto à espera dos boletins médicos atualizados. “Tinha dia que estava bem e tinha dia que era só tristeza”, conta Daniella.
Era 17 de outubro quando a família deixou o hospital — que até hoje não precisaram voltar. Os pais receberam a orientação para procurar uma instituição qualificada e especializada para o tratamento de prematuros, para dar início ao desenvolvimento adequado das filhas.
Após se
inscrever e aguardar na fila de espera, em fevereiro de 2020,
Emanuelly e Gabrielly participaram da primeira consulta no Helena
Antipoff, com o neurologista Paulo Hurtado. Desde então, elas
também passaram a receber atendimentos no setor de fisioterapia,
terapia ocupacional, além do acompanhamento médico ortopédico e
pediátrico. “Quando mais cedo começar o tratamento, maiores as
chances de não ter sequelas”, afirma a fisioterapeuta do IHA,
Fabiana Vasconcelos.
Neste fim
de novembro, Gabrielly, hoje com dois anos e três meses, teve alta
da terapia ocupacional e da fisioterapia. Emanuelly, apesar do
desenvolvimento, precisará de um pouco mais de tempo. “Nossa equipe
considera um trabalho praticamente concretizado. A Gabrielly teve
alta e a Emanuelly precisa apenas de um pouco mais de tempo e
alguns cuidados para aperfeiçoar, mas ambas já andam e correm, por
exemplo”, explicou a fisioterapeuta Fabiana.
A evolução no desenvolvimento mostra ambas aptas a executar diversas tarefas do dia-a-dia. “Na parte motora, elas estão prontas para subir, descer, pular”, detalha, explicando que o setor desenvolve atividades específicas e com graus de exigências diferentes para cada caso.
A fisioterapeuta explica que o caso era delicado, pois a prematuridade e a geminialidade são dois fatores de risco. Ambas as meninas também apresentaram alteração de tônus, “com as perninhas chegando a andarem na ponta dos pés”, explicou a profissional.
Além dos atendimentos clínicos e médicos, Fabiana cita a importância da participação dos pais. “Os pais sempre foram muito presentes, com excelente frequência nos atendimentos e confiram na instituição. A parceria dos pais com a equipe foi fundamental para que se alcançasse o sucesso do trabalho”, destacou.
Assim, Daniella e Renato receberam orientações, além de esclarecimentos sobre dúvidas com os profissionais. Como mãe, ela agradeceu o suporte recebido no IHA. “O trabalho é sensacional. Elas se desenvolveram e de forma rápida. Eu imaginava que precisaria de muito mais tempo, mais médicos, até ver a evolução. Meu marido, que está viajando, também pediu para agradecer toda a equipe, e que este trabalho abençoado continue”, agradeceu.
Fabiana destaca, ainda, o apoio da diretoria do Instituto, representado pelo presidente Juliano Vilela, em oferecer o suporte necessário à equipe. “Quando a gente encontra apoio na diretoria, escutando nossas ideias e apoiando a equipe, tudo transcorre de forma mais fácil”, agradece, citando a otimização do processo.
O presidente agradeceu o elogio. “Esse é o nosso trabalho: fazer com que o setor clínico, médico e terapêutico tenha as melhores condições para oferecer um tratamento de qualidade. E, claro, ficamos muito felizes com a notícia da pequena Emanuelly. Temos orgulho de contar com a Daniella não apenas como uma usuária de nossos serviços, mas também como a excelente profissional que é”, destacou.
Daniella trabalha como
auxiliar administrativa no Instituto desde janeiro de
2007.
O setor de
fisioterapia concede, em média, de 8 a 10 altas por ano,
número relativo ao período pandêmico. Ao todo, em 2021, já são
quase 4 mil atendimentos no setor, tanto no período da manhã quanto
da tarde. Fabiana explica que o setor de fisioterapia tende a ser
mais rotativo, pois o estímulo e a resposta ocorrem de forma mais
imediata do que em outros setores.
As funções do setor envolvem, por exemplo, ajudar crianças e adultos a desenvolverem suas atividades motoras, como correr, pular e aprimorar a coordenação. “Tem casos em que as crianças chegam com dificuldade de se equilibrar e caem muito. Outros esbarram muito em obstáculos e objetos dispostos nos ambientes”, cita,
O setor também ajuda os assistidos e as famílias a lidarem com a deficiência física de forma saudável, evitar atrofias, incentivar o alongamento, promover uma postura correta para dormir e desenvolver outras habilidades. “Preparar para vida lá fora. Ensinar a conviver com a dificuldade”, resume a fisioterapeuta.















