Deputados acusam empresa de Furnas de manter o nível baixo do lago por questões comerciais

Postado em 20/02/2020 16:23

Os prejuízos que o baixo nível do Lago de Furnas estão gerando para os municípios do Sul de Minas, assim como deficiências do sistema público de saúde foram os temas mais abordados pelos parlamentares em pronunciamentos realizados durante a Reunião Ordinária de Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais de quarta-feira, 19.

Os deputados criticaram a postura da empresa Furnas Centrais Elétricas em não manter um nível mínimo de 762 metros no lago. As prefeituras da região consideram essa a metragem necessária para garantir o bom funcionamento de atividades econômicas como o turismo, piscicultura e geração de energia elétrica.

Mesmo após as chuvas recordes ocorridas em Minas nos dois primeiros meses do ano, o nível do lago está em 758 metros, de acordo com o site da empresa de Furnas. Segundo os parlamentares esse nível continua baixo porque a empresa tem priorizado manter o nível da hidrovia Tietê-Paraná, no Estado de São Paulo.

Uma das propostas da Assembleia Legislativa é de apresentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para que os Lagos de Furnas e de Peixoto sejam oficializados como patrimônio do Estado de Minas Gerais. Isso viabilizaria ações judiciais para impedir que atividades econômicas do Estado sejam prejudicadas em benefício de outras unidades da Federação.

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