A Prefeitura de Divinópolis iniciou uma rodada de negociações com os sindicatos que representam as diversas categorias do funcionalismo público municipal, incluindo as áreas da saúde e da educação. O objetivo central dos encontros é apresentar a proposta de reforma da previdência municipal.
Como principal justificativa para as mudanças estruturais, o Executivo alega que a cidade enfrenta um cenário de iminente colapso financeiro. Estudos recentes apontam que a dívida acumulada do Executivo com o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Divinópolis (DIVIPREV) já atinge a marca de aproximadamente R$ 2,6 bilhões.
Diante desse rombo, houve a necessidade de aumentar a alíquota suplementar para tentar amortizar os valores em atraso. De acordo com o governo municipal, o peso desse pagamento compromete severamente o fluxo de caixa, criando o risco real de a prefeitura atrasar o salário dos servidores da ativa a partir de outubro.
A justificativa apresentada pelo município, no entanto, é fortemente questionada pelo Sindicato dos Trabalhadores Municipais Divinópolis e Região Centro-Oeste (SINTRAM). O presidente da entidade, Marco Aurélio, manifestou-se contra a responsabilização da categoria pela crise financeira.”A situação financeira difícil não é culpa do servidor público”, afirmou Marco Aurélio.
O líder sindical defende que a conta do desequilíbrio fiscal não deve ser repassada aos trabalhadores. Segundo a visão defendida pelo SINTRAM, a Secretaria de Fazenda e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico devem assumir a responsabilidade de buscar novos caminhos para oxigenar as finanças públicas.
A alternativa apontada pela categoria é focar em estratégias para aumentar a receita municipal, como a atração de novas empresas e investimentos para a cidade, em vez de penalizar o funcionalismo com cortes ou reformas rígidas. A expectativa é que o projeto de reforma seja envido para a Câmara Municipal ainda nessa semana. Os sindicatos em assembleia unificada decretaram estado de greve.















