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Operação nacional fiscaliza mais de 8 mil hectares de Mata Atlântica e identifica desmatamento ilegal em Minas Gerais

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Uma ação coordenada por órgãos ambientais e do Ministério Público de diversos estados brasileiros resultou na fiscalização de mais de 8 mil hectares de Mata Atlântica, incluindo uma operação específica em Minas Gerais que atingiu mais de 3 mil hectares de área sob suspeita de desmatamento ilegal. A operação, denominada Mata Atlântica em Pé 2026, ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto e envolveu uma força-tarefa composta por membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais de 17 estados do país. Os resultados preliminares foram divulgados nesta sexta-feira (28/8), durante uma coletiva de imprensa realizada em Belo Horizonte.

No âmbito nacional, foram identificados aproximadamente 8.370 hectares de desmatamento ilegal no bioma, com a aplicação de multas que totalizaram cerca de R$ 100 milhões, valor que representa uma redução de 14% em relação à edição anterior da operação, realizada em 2025. Durante a ação, foram fiscalizados 1.520 alertas de desmatamento ilegal, demonstrando o esforço de monitoramento e repressão às atividades ilegais de supressão vegetal na Mata Atlântica, que é um dos biomas mais ameaçados e com maior biodiversidade do Brasil.

Em Minas Gerais, a operação concentrou-se na fiscalização de uma área superior a 3 mil hectares de Mata Atlântica, considerada suspeita de desmatamento ilegal. Segundo informações do Ministério Público Estadual de Minas Gerais (MPMG), a força-tarefa realizou inspeções em diversas regiões do estado, que aparece entre os principais focos de fiscalização na operação nacional. Outros estados com destaque na ação incluem o Paraná, que fiscalizou cerca de 2 mil hectares, e Pernambuco, com mais de 470 hectares monitorados. Os números ainda são considerados preliminares, pois alguns estados continuam consolidando os dados referentes às autuações e às medidas administrativas adotadas durante a operação.

A estratégia de atuação utilizou tecnologia de inteligência geoespacial e alertas emitidos pelo sistema de monitoramento do MapBiomas, uma plataforma de dados ambientais que integra informações de satélites e outros recursos de observação da terra. Com o apoio da Fundação SOS Mata Atlântica, os alertas foram utilizados para orientar inspeções de campo e fiscalizações remotas, permitindo uma resposta mais rápida e eficiente na identificação de áreas com indícios de desmatamento ilegal. Essa abordagem contribuiu para a ampliação do alcance das ações de fiscalização, principalmente em regiões de difícil acesso ou de grande extensão territorial.

A força-tarefa mobilizou integrantes dos Ministérios Públicos estaduais, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais de todos os estados envolvidos, reforçando o compromisso do governo brasileiro e de entidades ambientais na preservação do bioma Mata Atlântica. Os resultados preliminares indicam um esforço contínuo para coibir o desmatamento ilegal, que ameaça não apenas a biodiversidade, mas também o equilíbrio ambiental e o clima da região. A expectativa é de que, com a consolidação definitiva dos dados, novas ações e medidas possam ser adotadas para combater de forma mais eficaz as atividades ilegais na Mata Atlântica em todo o país.

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