O jornalista e nutricionista Pedro Andrade, namorado da cantora Sandy, revelou nesta quinta-feira, 27 de agosto, que está monitorando de perto o caso de saúde de Lito Sousa, diagnosticado com uma doença neurodegenerativa rara. A informação foi divulgada por Andrade por meio de uma publicação em suas redes sociais, na qual destacou que vem estudando a condição e conversando com pesquisadores especializados para compreender melhor o quadro clínico do paciente.
Lito Sousa, de 59 anos, recebeu o diagnóstico de Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) há aproximadamente três meses. Trata-se de uma enfermidade neurodegenerativa extremamente rara, provocada por príons, que afeta cerca de uma a duas pessoas por milhão de habitantes ao ano. A gravidade e a velocidade de evolução da doença tornam o caso particularmente desafiador para os médicos e familiares envolvidos.
Pedro Andrade, que possui formação acadêmica avançada em Nutrologia, Endocrinologia e Medicina Preventiva, afirmou que o caso de Lito é “extremamente desafiador” e ressaltou a complexidade de lidar com uma condição de difícil diagnóstico e sem cura conhecida. Segundo ele, o acompanhamento envolve estudos aprofundados e diálogos com pesquisadores especializados na área, com o objetivo de buscar possibilidades de tratamentos ou intervenções que possam retardar a progressão da enfermidade.
O próprio Lito Sousa já havia divulgado publicamente, antes de seu diagnóstico de DCJ, que enfrentava uma luta contra o câncer de próstata, recebido há cerca de três meses. Em 2 de agosto, ele publicou um vídeo em seu canal no YouTube, no qual explicou aos seguidores as mudanças que vinha percebendo em seu corpo. Os primeiros sinais surgiram na forma de dificuldades motoras, especificamente alterações nos movimentos do braço esquerdo, que começaram a ocorrer durante uma tarefa simples, como digitar um roteiro. Ele relatou que percebeu uma perda de controle na mão, o que o alertou para uma possível anormalidade.
Posteriormente, Lito passou a sentir dormência no mesmo braço e, em uma manhã, percebeu uma sensação de estranheza que chamou sua atenção. “Eu olhei para o braço e parecia que aquele braço nem era meu. Falei: ‘Opa, acendeu um alerta aqui’”, relatou. Essas manifestações levaram o artista a procurar atendimento neurológico, iniciando uma investigação que culminou na confirmação da doença rara.
Após o diagnóstico de DCJ, Lito e sua esposa, Mila Seidl, empenharam-se na busca por alternativas que pudessem retardar a evolução da enfermidade. O casal tentou incluir Lito em dois estudos clínicos experimentais destinados a pacientes com a mesma condição. No entanto, ambos os pedidos foram recusados, uma vez que os prazos de inscrição nas pesquisas já haviam sido encerrados.
Desde então, o caso ganhou repercussão nas redes sociais, com apoio de brasileiros e de figuras públicas que fizeram apelos para que Lito tenha uma nova oportunidade de participar de estudos que investigam possíveis tratamentos para a doença. Essas pesquisas buscam alternativas capazes de retardar a progressão dos sintomas e oferecer esperança para pacientes com condições neurodegenerativas raras, cuja complexidade e gravidade dificultam o acesso a tratamentos eficazes.
Pedro Andrade, por sua vez, reforçou a importância do apoio emocional e desejou força a Lito e seus familiares, deixando uma mensagem de esperança e solidariedade diante do quadro desafiador.












