Um esquema de fraude envolvendo estudantes de 13 a 16 anos foi descoberto na Escola Municipal Dona Quita, localizada em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os jovens são suspeitos de utilizarem comprovantes falsificados de Pix para realizar compras na cantina da unidade escolar, resultando em um prejuízo estimado de aproximadamente R$ 7 mil. A investigação aponta que o grupo teria criado um método para burlar o sistema de pagamento, causando prejuízos financeiros à escola.
De acordo com informações fornecidas pelo guarda civil Volpi, em entrevista à Itatiaia, os estudantes teriam utilizado uma versão modificada de um aplicativo bancário para gerar comprovantes falsos de pagamento. Esses documentos eram apresentados na hora de adquirir lanches na cantina, o que levanta suspeitas de uma ação planejada e coordenada pelos próprios alunos. O procedimento foi descoberto após uma tentativa de compra de um lanche por um estudante, que apresentou um comprovante falso. A diretoria da escola, então, decidiu verificar o extrato bancário associado às transações, constatando que, desde maio do ano corrente, não havia movimentação financeira na conta vinculada ao esquema.
Ao analisar as contas, a equipe escolar percebeu que se tratava de um golpe, o que levou à convocação do estudante envolvido. Durante o interrogatório, o aluno confessou o ato e delatou os demais participantes do esquema. Além disso, foi apresentado um vídeo produzido pelos próprios estudantes, com instruções detalhadas sobre como aplicar o golpe, o que reforça a hipótese de uma ação coordenada e planejada por um grupo de jovens. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) continua as investigações na tentativa de identificar o responsável pela criação do método fraudulento, considerado o líder do esquema.
O delegado responsável pelo caso destacou que, embora duas mães tenham oferecido pagar na hora a quantia de R$ 744, esse ressarcimento não exime os menores de responderem pelo ato infracional. A expectativa é que, após o processo judicial na Vara da Infância, seja possível determinar quem foi o autor principal do golpe e quais os demais envolvidos. A autoridade policial também reforçou que o procedimento visa identificar o verdadeiro cérebro por trás da fraude, bem como os demais participantes, para que sejam responsabilizados na medida da lei.
A direção da Escola Municipal Dona Quita informou, por meio de nota oficial, que está prestando assistência aos alunos e seus familiares durante o andamento da investigação interna. A instituição afirmou ainda que irá concluir o procedimento administrativo para apurar o prejuízo financeiro causado pelo esquema e identificar os responsáveis pelo ato ilícito. A situação evidencia a necessidade de reforçar a segurança e o controle de transações financeiras realizadas por estudantes em ambientes escolares, além de destacar a importância do acompanhamento pedagógico e psicológico para os jovens envolvidos em episódios de fraude.
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