Um
mês após a visita dos fiscais da Agência Reguladora de Serviços de
Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas
Gerais (ARSAE-MG) em Divinópolis, uma reunião na Cidade
Administrativa, em Belo Horizonte, foi realizada para expor os
resultados dos relatórios feitos pelo órgão sobre as obras
iniciadas pela COPASA no município.
Na
ocasião, representantes da Prefeitura de Divinópolis, Câmara
Municipal (vereadores Eduardo Print Júnior (SD) e Sargento Elton
(PATRIOTA)) e COPASA se reuniram com a ARSAE para debaterem os
resultados.
Em
abril, uma comissão, encabeçada por Henrique Barcelos, Gerente de
Fiscalização Operacional, visitou diversos bairros de Divinópolis,
como Quintino, Casa Nova, Candelária, Bom Pastor e Santa Lúcia,
para avaliar obras nas ruas e problemas relacionados ao
abastecimento de água, especialmente nas regiões mais altas da
cidade, problema recorrente nos últimos anos e que gerou diversos
manifestos por parte dos moradores.
O
Vereador Eduardo Print Júnior, um dos que mais cobraram respostas
da COPASA por conta das obras espalhadas pela cidade, esteve na
reunião e disse que a expectativa é de que as coisas voltem a
andar. “Fomos nas esferas superiores. Quem pode fiscalizar a COPASA
e cobrar mais do que nós vereadores é a ARSAE.
Eles
puderam compreender o tamanho do problema causado pela COPASA em
Divinópolis. Na rua Pitangui, por exemplo, vários e vários
comerciantes fecharam suas portas, perderam seu sustento, por conta
de uma obra que ficou meses paralisada, impossibilitando o fluxo de
pessoas ali. Era uma das ruas mais movimentadas da cidade, com
bares, ciclovias, calçadão para caminhada, e por meses ficou
fechada por incompetência da COPASA”, dispara o
vereador.
ETE’s e ruas
A
ARSAE vistoriou aproximadamente 50 casos em Divinópolis, como
construção de ETE’s, abastecimento de água nos bairros e ruas
esburacadas decorrentes de obras abertas pela COPASA. Na
apresentação do relatório, foram apontadas quais obras são
especificamente da COPASA e quais são do município, e estabeleceu
prazos para que as mesmas sejam concluídas. Houve um acordo,
assinado pelas partes, para que esses prazos sejam cumpridos à
risca, como a conclusão das ETE’s Nova Fortaleza, Costa Azul e
Terra Azul (2020), onde são necessárias implantações de
interceptores, e ETE Pará (2024), que necessita de melhoria na
eficiência da estação.
Pontos
muito importantes foram determinados: a conclusão das obras das
ruas Mar e Terra (Candelária), Pitangui (Bom Pastor) e Antônio Neto
(Danilo Passos). O município exige o recapeamento completo dessas
vias por parte da COPASA. A companhia tem até 30 dias para
responder se irá ou não se comprometer a realizar essas obras
integralmente, uma vez que já se compromissou a fazer a operação
tapa-buracos.















