Resumo Olímpico: Brasil conquista as
primeiras medalhas.
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Atualizado
em:25 de julho de 2021
09:13
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O Brasil disse
“presente” no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de
Tóquio-2020. Com direito a muita emoção até as últimas ações,
Kelvin Hoefler, prata no skate street, e Daniel Cargnin, bronze no
peso-meio-leve do judô, colocaram o país no pódio pela primeira vez
no Japão. A madruga no horário de Brasília contou ainda com
holofotes em dois dos maiores atletas de todos os tempos: o agora
comentarista Michael Phelps e a ginasta Simone Biles.
Daniel Cargnin
garantiu a medalha de bronze já na manhã de domingo no Brasil ao
vencer o israelense Barush Shmailov com um waza-ari no
peso-meio-leve (-66kg). Na campanha, o brasileiro de 23 anos venceu
o egípcio Mohamed Abdelmawgoud, Denis Vieru, da Moldávia, e o
italiano Manuel Lombardo, até cair diante do japonês Hifumi Abe na
semifinal.
O gaúcho se recuperou
rápido e fez uma luta agressiva diante de Shmailov para garantir
seu lugar no pódio. Foi a 23ª medalha do judô brasileiro na
história dos Jogos Olímpicos. Um recorde!
A primeira medalha do
Brasil nas Olimpíadas de Tóquio 2020 vai ficar na história. Afinal,
ela veio na primeira final olímpica do skate, incluído no programa
olímpico pela primeira vez na edição de 2021. Na madrugada deste
domingo, o paulista Kelvin Hoefler conquistou a prata no street
masculino ao somar 36,15 na grande final, ficando atrás apenas do
japonês Yuto Horigomi, que somou 37,18. O americano Jagger Eaton
completou o pódio com uma nota geral de 35,35.
Foi uma
final digna de Olimpíadas, e uma performance estelar do brasileiro.
Kelvin liderou a bateria durante a primeira metade, viu o japonês
Yuto Horigomi passar à frente nas manobras individuais e fechou de
forma perfeita, com sua melhor nota, para garantir a prata. Outro
brasileiro, Felipe Gustavo, já tinha feito história ao ser o
primeiro skatista a competir nos Jogos Olímpicos.
“Isso aqui
representa o skate brasileiro, a nossa garra e a nossa
persistência. Isso aqui não é só meu, não, é o skate do Brasil que
merece isso aqui, merece até mais. Isso aqui é o começo de uma
geração do Brasil que está por vir, e amanhã tem muito
mais”
Se o skate estreou no
programa olímpico cumprindo as expectativas de medalha desde o
primeiro dia, o surfe não ficou para trás no bom desempenho. Todos
os quatro representantes brasileiros avançaram com tranquilidade às
oitavas de final, e apenas Silvana Lima não venceu sua
bateria.
Nas ondas de
Tsurigasaki, em Ichinomiya, Italo Ferreira foi o primeiro a entrar
na água e somou 12.90 em bateria que teve o surfista local, Hiroto
Ohhara na segunda colocação, com 11.40. Já Gabriel Medina fez 12.23
para se classificar juntamente com o taitiano que representa a
França Michel Bourez, com 10.10.
Entre as
mulheres, Tatiana Weston-Webb venceu a bateria com 6.33 e 5.00, num
total de 11.33. A segunda colocação ficou com a francesa Johanne
Defay, que fez 10.60 com ondas de 5.67 e 4.93. Silvana Lima teve
pela frente a heptacampeã mundial Stephanie Gilmore e passou em
segundo com 12.13 contra 14.50 da australiana.
As oitavas (round 3)
acontecem apenas neste domingo a partir das 19h (7h de segunda no
horário japonês).
A madrugada olímpica
no Brasil reservou ainda a estreia dela: Simone Biles. A GOAT,
maior ginasta de todos os tempos, até vacilou em alguns exercícios,
mas segue viva na briga por seis medalhas nos Jogos Olímpicos de
Tóquio. Apesar causar surpresa ao pisar fora do tablado em uma
acrobacia no exercício de solo, a americana segue vive na disputa
por vagas todas as finais individuais na ginástica artística. Coisa
que só que é a melhor da história é capaz de conseguir!
Ainda há dois grupos
de ginastas para completar a classificatória neste domingo,
incluindo o das brasileiras Flávia Saraiva e Rebeca Andrade – elas
competem às 8h20 (de Brasília). Mesmo assim, Simone Biles já pode
celebrar algumas vagas em finais. Por equipes, os Estados Unidos
estão garantidos na decisão, na segunda posição, atrás do Comitê
Olímpico Russo. A estrela dos Jogos lidera no individual geral e no
salto. É a segunda no solo, tem boas chances na trave e pode
beliscar também uma vaga na decisão das barras assimétricas, o que
não era esperado.
Em sua primeira regata
em sua SÉTIMA Olimpíada, Robert Scheidt, de 48 anos, terminou em
11º lugar na categoria Laser. O bicampeão olímpico chegou a ficar
em sexto, mas acabou perdendo colocações no fim. Quem terminou em
primeiro foi o francês Jean-Baptiste Bernaz, de 34 anos. Ele fechou
a regata em 49m45s.
Sempre
esperança de medalhas para o Brasil, o vôlei de praia teve estreia
com vitória nas areias do Japão. Bruno Schmidt e Evandro venceram
os chilenos Marco e Esteban Grimalt, que são primos, por 2 a 1, na
estreia parciais de 21/16, 16/21 e 15/12. O jogo foi válido pela
primeira rodada, e os times estão no grupo E, ao lado ainda dos
times da Polônia e Marrocos. Os brasileiros voltam a jogar na
madrugada de segunda para terça-feira, às 3hs no horário de
Brasília, contra os marroquinos El Graoui e Abicha.
“Eu
agradeço por ter estreado com um jogo de três sets. A gente passou
por tudo nesse jogo”
“No primeiro set
entramos com tudo. Eu saltei em todas as bolas, era pulo daqui,
pulo dali. Depois, no segundo a gente começou a errar mais, e eu
tirei um pouco pé. Dei uma segurada, e depois no terceiro set
chegou no 10 a 10 eu tive a certeza que a gente ia vencer. A gente
estava jogando como Bruno e Evandro costumam jogar” – disse Bruno,
medalha de ouro com Alison no Rio-2016.
Já na quadra, o Brasil
estreou com empate em jogão no handebol feminino. As meninas do
técnico Jorge Dueñas tiveram pela frente nada menos que o Comitê
Olímpico Russo (ROC), time campeão no Rio-2016, e empatou por 24 a
24. Depois de passar a maior parte da partida em desvantagem, a
equipe chegou a estar na frente do placar nos últimos minutos e até
teve chance de fazer o gol da vitória no último lance da
partida.
“A gente sabe que está
num grupo da morte, mas também sabe que do nosso lado tem
qualidade”
“Vou
falar uma palavra que é acreditar, porque, mesmo quando a gente
estava atrás no placar, a gente não abaixou os braços. Foi muita
raça, união. A gente acreditou até o fim” – comentou Bruna depois
do empate.
O Brasil
disputa a segunda rodada do handebol feminino na próxima
segunda-feira, às 23h (de Brasília). A adversária será a Hungria,
uma das seleções que conquistaram a vaga em Tóquio pelo
Pré-Olímpico mundial.
A primeira noite de
finais da natação teve como um dos destaques aquele que monopolizou
os holofotes nas últimas quatro edições dos Jogos: Michael Phelps.
Comentarista de uma TV americana, o maior medalhista olímpico de
todos os tempos vibrou muito com o ouro de Chase Kalisz, americano
apontado desde muito jovem como seu sucessor nos 400m medley, prova
onde ainda é detentor dos recordes olímpico e mundial, alcançados
em Pequim-2008.
A manhã de domingo em
Tóquio contou ainda com o primeiro recorde mundial quebrado no
Centro Aquático, da Austrália, no revezamento 4 x 100m livre. Com
3min29s69, as australianas baixaram em quase um segundo a marca
delas mesmas no Rio-2016. Os outros dois ouros foram para a zebra
tunisiana Ahmed Hafnaoui, nos 400m livre, e para a japonesa Yui
Ohashi nos 400m medley.
Por fim, o brasileiro
Felipe Lima não conseguiu repetir o bom desempenho das
eliminatórias e ficou fora da final dos 100m peito. Em sexto em sua
bateria, o homem mais velho a disputar Olimpíada pelo Brasil, aos
36 anos, ficou em 12º na semifinal.