O polo pirotécnico de Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas, se prepara para o período mais importante do ano e projeta manter o bom desempenho de 2025. Segundo o Sindicato das Indústrias de Explosivos no Estado de Minas Gerais (SINDIEMG), as festas de fim de ano respondem, historicamente, por cerca de 50% a 60% do faturamento anual das empresas do setor.
A cidade concentra o maior polo pirotécnico da América Latina e o segundo maior do mundo, atrás apenas da China. A preparação começa já em outubro, puxada pela celebração da Padroeira do Brasil, em 12 de outubro. Segue até o Natal e o Ano-Novo, quando a procura por fogos de artifício atinge o pico.
Qual é a expectativa do setor para o fim de 2026? Resumo em 30 segundos
- Fim de ano responde por 50% a 60% do faturamento anual das empresas.
- SINDIEMG espera manter o patamar de vendas de novembro e dezembro de 2025.
- Setor não costuma contratar temporários, por exigência de treinamento técnico.
- Empresas apostam em horas extras e em maquinário importado da China.
- Desafios regulatórios seguem entre as principais preocupações da indústria.
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Por que o fim de ano é tão decisivo para a indústria de fogos?
As festas de fim de ano concentram a maior parte das vendas com destaque para a procura por fogos de artifício nas celebrações de Ano-Novo. O presidente do SINDIEMG, Tiago Santos de Oliveira, afirma que a expectativa é de manutenção do desempenho positivo registrado no ano passado.
“Apesar de todos os desafios de natureza regulatória que o setor vem enfrentando, percebemos um aumento na procura no ano passado e esperamos a manutenção desse patamar agora em 2026, porque as pessoas não abrem mão dos fogos de artifício nas comemorações de fim de ano”, afirma o dirigente. Por isso, o sindicato classifica a projeção como otimista, diante das incertezas políticas e econômicas.
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Qual é o tamanho do polo pirotécnico de Santo Antônio do Monte?
O arranjo produtivo da região reúne mais de 60 fábricas e gera cerca de 15 mil empregos, segundo dados apresentados pela organização da feira FENAPI, que reuniu o setor em setembro. Além disso, segundo o Diário do Comércio, o polo responde por cerca de 90% da produção nacional de fogos de artifício, com projeção de movimentar R$ 500 milhões em 2025.
Na prática, a influência da atividade vai além do município. A produção também movimenta cidades vizinhas, como Lagoa da Prata, Japaraíba, Pedra do Indaiá e Moema, e sustenta uma cadeia que inclui cerca de 4 mil empresas varejistas em todo o país.
Por que o setor não contrata temporários como o comércio?
Diferentemente de outros segmentos, que reforçam as equipes no fim do ano, a indústria pirotécnica enfrenta limitações. O manuseio de produtos controlados exige conhecimento técnico, experiência e treinamento específico, o que reduz a possibilidade de contratações temporárias.
“Para o nosso segmento, não é tão fácil contratar para períodos sazonais, devido à necessidade de treinamento. Além disso, o parque fabril tem buscado investir em maquinário da China para aumentar a produtividade”, explica Tiago. Consequentemente, as empresas recorrem principalmente a horas extras e a investimentos em tecnologia para ampliar a capacidade nos meses de maior demanda.
Que desafios o setor enfrenta?
Sobretudo, os desafios regulatórios aparecem como a principal preocupação da indústria. Em reportagens anteriores, o sindicato já havia criticado leis municipais e estaduais que restringem o uso de fogos com ruído, apontando falta de embasamento técnico e de diálogo na elaboração dessas normas.
Ainda assim, o presidente do SINDIEMG reforça o compromisso de seguir investindo. “A expectativa é de manutenção do mercado, com foco em trabalhar para melhorar. Temos um setor tradicional, que movimenta a economia de Santo Antônio do Monte e das demais cidades do polo produtivo, de Minas e do Brasil, e precisamos continuar investindo para superar os desafios”, destaca.
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