Publicidade

No Atlético, Mattos tem “poder de persuasão”

Postado em 25/04/2020 12:47

O diretor de futebol Alexandre Mattos chegou ao Atlético com uma inspiração clara: Eduardo Maluf, ex-executivo do futebol mineiro, falecido em 2017, que marcou época no Cruzeiro e no Galo. Quem conhece bem o trabalho das duas figuras é o treinador Cuca, que lembrou a época de trabalho com Maluf em BH e com Mattos nos tempos de Palmeiras.

A relação com Alexandre Mattos no Palmeiras rendeu um título do Campeonato Brasileiro de 2016. Cuca saiu ao fim do ano e retornou em maio de 2017. Mas a segunda passagem foi marcada pela eliminação precoce na Libertadores, desgaste com alguns atletas e com o próprio diretor de futebol, que se despediu do Palmeiras em dezembro de 2019.

“Eu e o Alexandre Mattos fomos dois juvenis. Lavamos nossa roupinha suja via imprensa. O Alexandre Mattos é o melhor diretor de futebol com quem trabalhei. Ele é o cara mais rápido e tem poder de persuasão enorme. Ele vai lá no Mina e fala que vai levar ele pro Palmeiras para ele ir ao Barcelona. O cara vem, acredita nele e cumpre a palavra. Um exemplo que te dou. Ele, pra montar time, é tão importante quanto um presidente. Ele é muito bom”.

Outro diretor de futebol marcante na carreira de treinador de Cuca é Eduardo Maluf, um espelho declarado de Alexandre Mattos, que ficou nacionalmente reconhecido pelo bicampeonato com o Cruzeiro no Brasileirão, o mesmo título que Maluf ajudou a Raposa a conquistar em 2003. Em 2011, Cuca chegou ao Atlético justamente após sair do clube celeste. Trabalhou com Maluf até dezembro de 2013, com dois troféus do Mineiro, o título da Libertadores e a experiência do ex-diretor em controlar momentos de preocupação e raiva do técnico.

“Malufão, nota mil. Tinha dias que eu estava muito nervoso lá no Galo. Não vou falar o porquê, mas você deve imaginar. Eu estava muito bravo, e falava: “Porra, Maluf, você nao vai fazer nada”? Ele me colocava no carro dele, ia pra casa dele, fazia um carrezinho de carneiro, tomávamos um vinhozinho e não dava uma palavra um com outro. Escutávamos uma música gostosa e me levava de volta pro CT do Galo. No outro dia, estávamos bom. Quer um cara mais experiente e inteligente que esse? Ele sabia do que eu precisava, alguém me ouvir. Ele não falava nada. Só não deixava de falar: “Nós vamos ganhar”. E ganhamos”.

 

Comente! *Os comentários não representam a opinião do portal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Publicidade
Veja também
Publicidade

Noticias relevantes:

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
error: Este conteúdo é protegido!