O futuro do meia Igor Gomes no Atlético Mineiro parece cada vez mais distante. Com a chegada de Eduardo Domínguez ao comando técnico, o jogador perdeu espaço na equipe e está praticamente fora dos planos da diretoria para a próxima temporada. Atualmente, Gomes encontra-se nos últimos seis meses de seu contrato e, portanto, já pode assinar um pré-contrato com outra equipe, permitindo sua saída do Galo em dezembro sem custos para o novo clube. Além disso, a diretoria atleticana está considerando a possibilidade de negociá-lo ainda nesta janela de transferências.
Igor Gomes, que já foi considerado uma peça fundamental no elenco, especialmente durante a passagem de Jorge Sampaoli, viu sua participação na equipe diminuir desde a chegada de Domínguez, em fevereiro deste ano. A última aparição do atleta em campo ocorreu em 29 de abril, durante uma partida contra o Cienciano, pela Copa Sul-Americana, onde começou como titular, mas foi substituído no intervalo. Desde então, ele não voltou a atuar oficialmente, totalizando apenas 14 partidas na temporada 2026, sendo seis sob o comando de Domínguez, e registrando uma assistência.
Fontes ligadas ao Atlético confirmaram que Igor Gomes não está nos planos do clube para o restante da temporada. A equipe gostaria de avançar nas negociações para transferi-lo ainda nesta janela, que se inicia em 20 de julho e se estende até 11 de setembro. Embora o clube tenha recebido algumas sondagens pelo jogador, até o momento, nenhuma proposta concreta foi apresentada.
Igor Gomes chegou ao Atlético no início de 2023, após deixar o São Paulo, e, ao longo de sua trajetória no Galo, disputou 173 jogos, marcando 11 gols e fornecendo 11 assistências. Durante sua passagem, ele foi parte integrante da conquista de três títulos do Campeonato Mineiro, destacando-se como um jogador importante na equipe.
De acordo com a legislação brasileira, mais especificamente a Lei Pelé (Lei nº 9.615/98, atualmente conhecida como Lei Geral do Esporte), um atleta pode assinar um pré-contrato com outro clube quando seu vínculo atual está nos últimos seis meses de vigência ou após o seu término. Isso significa que, se um jogador tem um contrato que se encerra em dezembro, ele pode formalizar um pré-contrato a partir de julho. A lei estabelece os direitos e deveres de ambas as partes envolvidas, incluindo a possibilidade de multa em casos de descumprimento.
A validade jurídica do pré-contrato é reconhecida pela Lei Geral do Esporte, desde que formalizado por escrito e registrado nas entidades competentes, como a FIFA e a CBF. É crucial que o documento contenha detalhes sobre o futuro contrato, incluindo os nomes das partes, prazo, remuneração e obrigações, e que seja assinado por ambas as partes. Assim, o futuro de Igor Gomes, que se mostra incerto no Atlético, pode ser definido em breve, dependendo das movimentações no mercado da bola.
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