O presidente estadual do Republicanos, o deputado federal Euclydes Pettersen, anunciou que o senador Cleitinho vai concorrer ao governo de Minas em uma chapa com Luís Eduardo Falcão, como vice. O anúncio oficial será após o término da Copa do Mundo, na véspera das convenções partidárias.
Em entrevista à colunista Bertha Maakaroun, do Estado de Minas, Euclydes Pettersen destacou que a principal dúvida no momento é a possível coligação com o PL.
Essa proposta de aliança foi apresentada a Cleitinho por Flávio Bolsonaro, que busca consolidar um palanque para o bolsonarismo em Minas Gerais.
No entanto, a equipe de Cleitinho está avaliando a situação com cautela, considerando que uma postura ‘extremista’ pode ser prejudicial em um eventual segundo turno. Nesta fase, aliados ressaltam que seria crucial ampliar o apoio e conquistar eleitores de centros mais moderados e de esquerda.
Os estrategistas que assessoram Cleitinho acreditam que ele deve adotar pautas que dialoguem tanto com os princípios do bolsonarismo quanto com as propostas do governo Lula. Um dos exemplos é o fim da escala 6×1, na qual o parlamentar defende em plenário.
Nesse sentido, a intenção é evitar que sua candidatura se torne uma mera “caixa de ressonância” para um dos lados.
Incerteza de Cleitinho dentro do PL
No PL de Minas, a incerteza sobre a coligação com o Republicanos levou à busca por alternativas para a formação de um palanque para Flávio Bolsonaro no estado. O deputado estadual Cristiano Caporezzo, manifestou interesse na pré-candidatura de Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim ao governo de Minas. Ele disse, em entrevistas recentes, que já conversou com Flávio sobre o assunto.
Além disso, Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg, também é uma opção viável para liderar a chapa do PL na disputa pela sucessão estadual. Roscoe conta com o apoio do deputado federal Nikolas Ferreira, que inicialmente trabalhava para uma composição com o PSD do atual governador, Mateus Simões.














