Dudamel pressionado?? Ele diz que não trabalha na insegurança!

Postado em 07/02/2020 14:45

Rafael Dudamel irá completar um mês de trabalho em campo com o Atlético-MG na próxima sexta-feira, mas já tem motivos de preocupação. A derrota na Argentina para o Unión, por 3 a 0 marcará seu começo no Galo. É hora, entretanto, de olhar para frente e tentar um milagre no jogo de volta, no qual a equipe mineira terá de vencer por quatro gols de diferença (ou por 3 a 0, para levar a disputa para os pênaltis). Sobre a derrota em Santa Fé,  o técnico disse que ela servirá para “acordar” a equipe.

“Estou seguro que isso (derrota) irá nos ferir no orgulho e nos fará despertar para que a qualidade individual e coletiva se transforme em mais caráter e ambição” – Dudamel.

A gente deve seguir fortalecendo nossa equipe com mais caráter, caráter de equipe ganhadora. Sei onde estou e sei do trabalho que tenho adiante. Não será fácil a volta, mas não nos daremos por vencidos – afirmou.

Com um estilo “protetor” de fora para dentro do vestiário, Dudamel foi perguntado sobre o vasto volume de erros individuais e coletivos do Atlético na Argentina, mas afirmou que não trata do assunto publicamente. Por outro lado, admitiu que a equipe não teve a intensidade necessária para um confronto internacional que vale a sobrevivência no torneio.

“Dos erros, eu trato com os jogadores no vestiário, não falo dos erros publicamente. Hoje, sensivelmente, não fizemos um jogo correto, com a intensidade que requer a competição internacional. Não é fácil construir essa equipe. Não é só com talento, precisamos de outros fatores. Mas sei onde estou, sei o que temos que construir. Ao Unión, felicito, porque eles jogaram como eu esperava”.

Ao longo da entrevista coletiva, Rafael Dudamel foi perguntado sobre como a derrota pode refletir em seu trabalho, ainda que não tenha chegado à quarta semana completa no Galo. O treinador disse que não trabalha “sob a sombra de insegurança”, ainda que tenha afirmado que os resultados são os responsáveis por mantê-lo empregado.

“No Brasil, na Argentina, em todas as partes do mundo, os resultados são os inimigos do treinador. Isso é normal. Tenho cinco partidas no Atlético, duas vitórias, dois empates e uma dura derrota na primeira saída internacional. Mas minhas convicções não me permitem trabalhar diante da sombra da inseguridade. Sei onde estou, sei dos jogadores que eu tenho, mas é preciso que haja consciência de todos”.

 

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