O movimento envolvendo a possível saída do atacante Chico da Costa do Cruzeiro para o Sport foi interrompido nesta semana, após o jogador recusar deixar a Toca da Raposa. O negócio envolvendo a vinda do volante Zé Lucas ao Cruzeiro parecia caminhar para um desfecho com a transferência de Chico para vestir o uniforme rubronegro, mas a recusa do atleta mudou o cenário.
No centro da operação, o Cruzeiro já tinha encaminhado, junto ao Sport, o empréstimo de Chico da Costa até dezembro de 2026, com os salários arcados pela Raposa. O acordo, que já havia sido confirmado pelo clube pernambucano, previa que o atacante de 31 anos deixaria o elenco para reforçar o time de Recife durante parte do calendário, caso aceitasse a jogada de negócio.
A recusa de Chico gerou incômodo em ambas as diretivas, principalmente na direçāo mineira. De acordo com apuração do Tempo Sports, o impasse colocou em risco a fluidez de uma operação que já estava bem adiantada: o Sport tratou de tornar público o empréstimo do atacante, enquanto a diretoria estrelada avaliava a viabilidade de manter o jogador no quadro de atletas do Cruzeiro. Com a posição adversa de Chico, a tendência é que o camisa 91 passe a treinar de forma separada dos demais atletas até que haja definição sobre o seu futuro.
Diferentemente do caso de Chico, o volante Murilo Rhikman foi efetivamente emprestado ao Sport, conforme anúncio já feito pela diretoria. A paralisação na transferência de Chico não impede, no entanto, a negociação com Zé Lucas, que já havia firmado contrato com o Cruzeiro e chegou a ser relacionado para o último jogo da equipe. A diferença entre as situações ficou evidente aos olhos de quem acompanha o processo, mas não houve confirmação de que o impasse com Chico alterasse a tratativa envolvendo o volante gaúcho.
As informações sobre a reviravolta foram divulgadas originalmente pelo portal Central da Toca e, na sequência, confirmadas pela reportagem. Desde o início da intertemporada, em junho, o staff do atleta e a direção da SAF têm buscado um novo destino para o camisa 91, que passou a figurar na parte final da lista de opções de ataque para o técnico Artur Jorge. Embora tenha havido sondagens de outros clubes, como o Remo, nenhum acordo foi fechado até o momento.
Existe também um elemento que orienta a possibilidade de saída de Chico: conforme apurado, se ele deixar o Cruzeiro, o destino não deverá ser um clube brasileiro, mas sim uma equipe da Ásia, com especial ênfase no Oriente Médio. Essa tendência é atribuída ao desejo pessoal do jogador. O vínculo atual dele com o Cruzeiro vai até o fim de 2027.
Francisco da Costa Aragão chegou ao Cruzeiro no início deste ano, atendendo a um pedido do então técnico Tite, que se interessou pelas características apresentadas pelo atacante com a camisa do Mirassol no último campeonato. Contudo, ele nunca conseguiu se firmar na equipe ao longo da temporada, não se estabelecendo nem sob a condução de Tite nem sob Artur Jorge, que assumiu o comando do time em março.
Ao todo, o atacante disputou apenas 14 partidas nesta temporada, com apenas cinco como titular, e não marcou gols. O panorama reforça a necessidade de reposicionamento de elenco para o Cruzeiro, com a possibilidade de novas peças e, possivelmente, mudanças no setor ofensivo, dependendo de como se desenrolarem as tratativas envolvendo Chico, Zé Lucas e outros nomes que integrem o planejamento da temporada.
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