Um idoso de 75 anos e as duas filhas dele, de 41 e 48 anos, foram agredidos e ameaçados no último domingo (13), na comunidade rural de Rua Grande, em Divinópolis. A motivação do crime estaria relacionada a uma disputa de limite de terras. O suspeito segue foragido.
De acordo com testemunhas, o agressor desferiu socos, chutes e puxões de cabelo nas vítimas. Ele começou atacando o idoso e, quando as filhas tentaram defender o pai, também passou a agredi-las. Quando os policiais chegaram à comunidade, as vítimas já tinham sido levadas ao Hospital São Judas Tadeu.
Conforme o boletim de ocorrência, o idoso sofreu fratura na costela e chorava durante atendimento médico. A filha mais velha apresentava uma marca abdominal compatível com um chute. A mais nova estava com a boca sangrando depois de receber um soco. As duas também relataram que foram arrastadas pelos cabelos.
Outro homem acompanhava o suspeito em uma caminhonete. No entanto, conforme o registro policial, ele não participou diretamente das agressões e permaneceu no local apenas presenciando os fatos.
Disputa por terra parou na Justiça em Divinópolis
De acordo com o relato das filhas, o pai possuía uma propriedade na região e, posteriormente, negociou outra área com o suspeito e o irmão dele. Como os vendedores ainda não tinham formalizado a escritura, o idoso reteve R$ 50 mil do pagamento até que a documentação passasse pelo cartório. Ele só pagaria o saldo depois de receber a escritura — medida que, de acordo com a família, visava garantir a transferência do imóvel.
A discussão chegou à Justiça e, depois, os vendedores formalizaram a escritura. Após a formalização, o idoso pagou os R$ 50 mil restantes. Porém, após a compra, surgiram divergências quanto a uma diferença de aproximadamente 8 mil metros quadrados entre a área que entendiam ter adquirido e aquilo que estava fisicamente delimitado no terreno.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, o idoso informou aos policiais que havia construído uma cerca um mês antes e que soube, na manhã do ataque, que o autor havia derrubado a estrutura com um trator.
Ele apresentou aos militares uma escritura e um laudo topográfico com croqui, afirmando que não existia divergência quanto aos limites que defendia.
O caso será investigado pela Polícia Civil.














