Com a chegada da pausa na Data Fifa, o Atlético enfrenta um momento estratégico para realizar ajustes na sua equipe, especialmente no setor defensivo. Após uma sequência de pouco mais de oito semanas de jogos intensos envolvendo o Campeonato Brasileiro, além das fases de classificação na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana, o técnico Eduardo Domínguez terá 13 dias sem partidas oficiais para trabalhar questões cruciais para a reta final da temporada. Entre os pontos prioritários está a formação da dupla de zaga, setor que vem apresentando instabilidade e sofrendo com uma sequência de oito jogos consecutivos sofrendo gols, o que tem preocupado a comissão técnica.
A defesa do Atlético já havia apresentado dificuldades em outros momentos da temporada, sobretudo sob o comando do ex-técnico Jorge Sampaoli, mas Domínguez conseguiu implementar soluções antes da pausa para a Copa do Mundo. Entretanto, nas últimas semanas, o setor voltou a gerar preocupação devido à quantidade de gols sofridos. O período foi marcado por confrontos decisivos nas competições continentais e nacionais, nos quais o time foi punido por erros individuais, principalmente em jogadas de bola parada e transições rápidas. O exemplo mais recente ocorreu no empate por 1 a 1 com a Chapecoense, quando o adversário aproveitou um contra-ataque no final do primeiro tempo para abrir o placar.
Outro fator que contribui para a instabilidade na defesa é a falta de uma sequência de uma mesma dupla de zaga, agravada pelas constantes lesões no setor. Nas últimas semanas, o técnico Domínguez enfrentou dificuldades para montar uma linha defensiva sólida. Na derrota por 2 a 0 para o São Paulo, válida pelo Campeonato Brasileiro, por exemplo, o treinador tinha apenas Vitão e Vitor Hugo disponíveis para a posição, enquanto Pedro Lemos, do sub-20, foi utilizado como opção no banco de reservas.
O retorno de Lyanco, que se recuperou de uma lesão no pé esquerdo e voltou a atuar contra o Santos na Copa Sul-Americana, ainda apresentou dificuldades. Sem ritmo de jogo, o defensor cometeu falhas nos gols sofridos nas partidas de quartas de final. Ruan Tressoldi, que vinha em boa fase como titular, sofreu uma lesão muscular e ainda não tem previsão de retorno às atividades, enquanto Léo Duarte, após ser liberado pelo departamento médico, ainda não entrou em campo devido à necessidade de aprimoramento físico.
Durante esse período de desfalques, o jovem Vitão ganhou espaço na equipe. Aos 18 anos, o zagueiro aproveitou as oportunidades, marcou seu primeiro gol como profissional na vitória contra o Fluminense e passou a disputar uma vaga entre os titulares. No entanto, o Atlético já sabe que não poderá contar com Vitão na próxima partida, marcada para 3 de outubro, contra o Bragantino, na Arena MRV. O jogador foi convocado para defender a seleção brasileira sub-20, e Ruan Tressoldi também deve estar ausente devido às lesões.
A pausa na temporada, contudo, representa uma oportunidade para que Domínguez trabalhe na solução dos problemas defensivos. Léo Duarte, que ainda não estreou pelo clube, foi contratado durante a intertemporada, mas sofreu uma lesão muscular logo após sua chegada. Recentemente, foi liberado pelo departamento médico e voltou a ser relacionado, embora ainda não tenha atuado. Com 13 dias até o próximo compromisso, o zagueiro terá mais tempo para recuperar o ritmo de jogo e aprimorar sua condição física, visando estar à disposição do técnico.
Após o confronto contra o Bragantino, o Atlético enfrentará o Athletico-PR em Curitiba, no dia 8 de outubro. A equipe mineira não terá descanso até o final de outubro, pois, entre o jogo contra o Bragantino e o clássico contra o Cruzeiro, no dia 28, serão disputados ao todo oito compromissos, incluindo partidas decisivas pelas competições nacionais e continentais, o que reforça a necessidade de ajustes na defesa durante a pausa.
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