Paciência, regularidade, sinergia com a torcida: os ingredientes do Atlético para construir mais uma vitória, no Mineirão, neste domingo. O Galo foi superior ao América no clássico e venceu por 1 a 0. Na visão do técnico Cuca, o elenco soube ter paciência para construir o resultado.
– Passou muito pela paciência da equipe, porque se você não tem paciência, você não ganha. Se você quiser correr com a bola, você não vai ganhar. Você tem que trabalhar as jogadas. Tem hora que você tem que oferecer o contra-ataque ao adversário, ter um contra-ataque contra o adversário. Mas, se você tiver só correria, você não aguenta. No segundo tempo, não. Aí, nós entendemos um pouco melhor o jogo, o adversário, trabalhamos melhor a bola e criamos mais oportunidades, numa dela uma jogada bem construída da esquerda para direita e da direita para trás, o passe, até sair o gol do Arana – avaliou.
Com 65 pontos, líder isolado, uma campanha quase perfeita dentro de casa, e 10 pontos de vantagem para o segundo colocado, o Atlético ganhou um reforço a mais nessa reta final de temporada: a permissão de 100% da torcida no Mineirão.
Neste domingo, mais de 60 mil torcedores alvinegros estiveram presentes nas arquibancadas. Apesar da euforia, o torcedor ainda segura o grito de campeão entalado na garganta há 50 anos. E Cuca vê com prudência a atitude do torcedor.
“O torcedor ele tá com pé no chão, assim como nós, eu nunca escutei eles cantarem é campeão porque eles sabem que falta muito chão ainda, e esperou-se tanto tempo, pode se esperar um pouco mais. Tá certinho” (Cuca).
Na próxima rodada, o Atlético encara o o Corinthians, na Neo Quimica Arena, quarta-feira.
Família
Cuca
“É uma equipe montada recentemente. Não é
uma equipe que tem três, quatro anos de casa. A maioria é uma
equipe muito nova e está dando um retorno fantástico. A gente tem
sete gringos no elenco, e você tem que fazer a junção de tudo isso.
Você não consegue fazer junção de peças, se elas não tiverem um
entendimento. É tudo um sincronismo. O que eu tento é tratar todo
mundo igual, alguns tem mais oportunidades que o outro. Jogador é
fiscal. Quando eu jogava, sabia quem merecia, quem tinha que jogar,
e quando a gente vê quem é coerente com isso, mesmo sabendo que tem
jogadores que não tem tantas oportunidades, vou citar hoje o
Hyoran”.
Jogar sem
armador
“Nós já fizemos grandes jogos sem o
armador. Não só o Nacho, como outros armadores, ganhamos do
Flamengo aqui, do River aqui, do Sport aqui com esse tipo de jogo.
Hoje, o time que entrou em campo é muito parecido com o time que
ganhou de três a zero do River aqui, naquela partida maravilhosa.
Um jogador mudado apenas daquele time. É normal que a
característica para esse tipo de jogo não fosse a posse de bola,
fosse uma equipe mais vertical, para ter uma combinação contra o
adversário que a gente entendia que joga assim também. Foi bacana,
foi legal. Lógico que a vitória é o principal de tudo, mas ter
jogado bem também nos deixa muito feliz”.
Dez jogos
para fim da temporada
“Eu acho que, nesse
momento, eu acho que tudo que você puder manter de regularidade, e
ela sendo tão boa quanto é (a gente tem quase 90% de aproveitamento
em casa é absurdo, é muita coisa), é bom demais. E se juntar a Copa
do Brasil, o Mineiro, e a Libertadores vai baixar um ou dois %.
Então, o aproveitamento nosso é muito bom. Claro que sempre tem
alguma coisa a corrigir, mas a gente está muito feliz, contente com
o que o pessoal tem demonstrado. Nessa altura do campeonato, hoje
foi o 65 da temporada. Tem mais um mês para trás, 65 do ano, tem
Copa do Brasil, Libertadores, Estadual. Falta ainda do Brasileiro
do ano passado que jogou mais algumas partidas. São 65 jogos, mais
10 que você falou vai bater 75 jogo. É muita coisa. As vezes a
estafa, ela aparece. Temos que fazer prevalecer a força do grupo
como nós fizemos hoje”.















