A escritora Raquel Pacheco, mais conhecida pelo pseudônimo Bruna Surfistinha, revelou em entrevista ao programa Sensacional que sente arrependimento pelo período em que trabalhou como garota de programa cobrando valores baixos, especificamente R$ 20 por atendimento. Ela também compartilhou detalhes sobre sua trajetória de vida, incluindo momentos difíceis e decisões que marcaram sua história.
Raquel relembrou que sua entrada no mundo do sexo pago ocorreu após uma fase de conflitos familiares que a levaram a deixar a casa dos pais aos 17 anos. Sem conseguir se adaptar às rígidas regras familiares, ela decidiu morar sozinha, após encontrar anúncios de vagas em casas de massagem publicados em jornais, o que a levou a ingressar na atividade. Sua trajetória, marcada por dificuldades, foi posteriormente retratada no livro “O Doce Veneno do Escorpião” e na adaptação cinematográfica estrelada por Deborah Secco. A atriz, que interpretou Raquel na produção, revelou que aceitou o papel imediatamente após o convite do diretor Marcus Baldini, o que trouxe ainda mais visibilidade à história de vida da escritora.
Durante a entrevista, Raquel também abordou o impacto de seu trabalho na autoestima e no uso de drogas, fatores que ela atribui a períodos de maior vulnerabilidade. Ela admitiu que, na época, cobrava preços baixos e trabalhava em condições insalubres, o que hoje ela considera um grande erro. “Não tenho vergonha de contar porque fez parte da minha vida, mas me arrependo muito”, declarou. Essa declaração evidencia a reflexão que ela faz sobre seu passado, reconhecendo os erros e as dificuldades enfrentadas.
Hoje, Raquel é mãe de gêmeas de quatro anos, e expressou o desejo de manter uma relação aberta com as filhas sobre seu passado. Ela afirmou que quer que as meninas saibam da sua história por ela própria, e não por terceiros, destacando a importância de uma comunicação honesta. Questionada por uma das filhas, Maria ou Elise, sobre o motivo de receber pedidos de fotos na rua, ela explicou que deseja que as crianças conheçam sua trajetória de forma transparente, reforçando a intenção de evitar que elas tenham uma compreensão distorcida ou superficial de sua vida.
A história de Raquel Pacheco, que se tornou símbolo de uma trajetória de superação e reflexão, continua sendo pauta de debates sobre temas como escolhas, vulnerabilidade e o impacto do passado na construção da identidade. Sua experiência serve de exemplo para discutir questões sociais e pessoais, além de evidenciar a importância de uma narrativa aberta sobre experiências difíceis.












