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Perícia de insanidade mental de diarista acusada de homicídio de idosos em BH está agendada para esta segunda-feira

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Está marcada para esta segunda-feira, 14 de outubro, a realização da perícia psiquiátrica que irá avaliar a saúde mental de Paola Stefany Neto Cirino, ré por homicídio qualificado de um casal de idosos em Belo Horizonte. A perícia é uma etapa crucial no processo judicial, que busca determinar se a acusada possui condições de compreender a natureza de seus atos ou se, porventura, apresenta transtornos mentais que possam influenciar sua responsabilidade criminal.

A acusação refere-se ao latrocínio — roubo seguido de morte — do casal Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. Os crimes ocorreram no dia 29 de junho, no apartamento das vítimas localizado no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os corpos do casal foram encontrados na manhã do dia seguinte pelo filho do casal, após a ausência de retorno dos pais.

Segundo registros das investigações, Paola Stefany Neto Cirino foi contratada para realizar serviços de diarista no apartamento das vítimas, no seu primeiro dia de trabalho, após indicação de um primo de Maria Clotilde. Durante o almoço, a acusada teria preparado um suco misturando comprimidos de clonazepam, dopando assim o casal. Cláudio Atala Inácio foi encontrado dormindo no quarto, enquanto Maria Clotilde permaneceu na sala. Após dopar as vítimas, a acusada as assassinou com diversas facadas, ato que culminou na sua morte.

Além do homicídio, a defesa e as investigações indicam que Paola também está relacionada a outros crimes, incluindo adulteração de provas e manipulação da cena do crime, com o objetivo de dificultar a perícia. Ela também é suspeita de usar cartões bancários das vítimas de forma fraudulenta, além de responder por homicídio qualificado com agravantes de uso de meio cruel e recursos que dificultaram a defesa das vítimas.

Em relação à saúde mental da ré, o juiz Alexandre Magno Rezende de Oliveira, da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte, determinou a realização da perícia após acolher o requerimento de incidente de insanidade mental apresentado em 18 de agosto. Na ocasião, foi constatado que Paola possui histórico de instabilidade emocional, ideação suicida e já recebeu atendimento psiquiátrico de urgência no Hospital André Luiz, além de acompanhamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Ribeirão das Neves. Ela também faz uso de medicamentos controlados, como clonazepam e quetiapina.

O advogado de defesa, Bruno Correa Lemos, afirmou que a equipe acompanha com atenção a realização do exame psiquiátrico, destacando a confiança no trabalho técnico e científico dos profissionais responsáveis. Segundo ele, a defesa busca garantir que a avaliação seja conduzida com imparcialidade, rigor técnico e critérios médico-legais adequados, visando assegurar uma análise completa das condições psíquicas de Paola e a aplicação correta da legislação.

A acusada confessou a autoria do latrocínio, admitindo ter matado o casal Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde, após dopá-los com o suco preparado na ocasião. A investigação aponta que ela utilizou o primeiro dia de trabalho no apartamento das vítimas para cometer o crime, que envolveu agressões com facadas. Após os homicídios, Paola teria tomado banho, trocado de roupa e negociado os bens roubados no centro de Belo Horizonte, ações que indicam tentativa de encobrir o crime.

A perícia de insanidade mental é uma etapa fundamental para esclarecer as condições psíquicas de Paola, podendo influenciar na decisão judicial sobre sua responsabilidade penal e eventual aplicação de medidas de segurança. O resultado do exame deve ser divulgado posteriormente, contribuindo para o andamento do processo criminal que tramita na Justiça de Minas Gerais.

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