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Morre Peppino di Capri, ícone da música italiana, aos 86 anos

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Peppino di Capri (Instagram/peppinodicapri_official)

O cantor, pianista e compositor italiano Peppino di Capri, uma das figuras mais emblemáticas da música italiana do século XX, faleceu neste sábado, 11 de novembro, na ilha de Capri, onde nasceu e viveu a maior parte de sua vida. Ele tinha 86 anos. A notícia foi confirmada pela família do artista e amplamente divulgada por meios de comunicação italianos, além das redes sociais oficiais de Peppino. Até o momento, a causa da morte não foi revelada.

Natural de Capri, Peppino di Capri, cujo nome de nascimento era Giuseppe Faiella, nasceu em 27 de julho de 1939. Ele estaria completando 87 anos nas próximas semanas e deixa três filhos: Igor, Edoardo e Dario. O funeral do cantor está marcado para este domingo, 12 de novembro, às 17h (horário local), na antiga Catedral de Santo Stefano, localizada na Piazzetta de Capri.

Peppino di Capri teve uma carreira que se estendeu por mais de seis décadas, durante as quais vendeu cerca de 35 milhões de discos e gravou aproximadamente 500 canções. Ele se destacou internacionalmente com sucessos como “Champagne” e “Roberta”, consolidando sua posição como um dos principais representantes da música italiana no cenário global.

O artista participou de 15 edições do Festival de Sanremo, o mais importante evento da música popular italiana, onde conquistou o primeiro lugar em duas ocasiões: em 1973, com a canção “Un grande amore e niente più”, e em 1976, com “Non lo faccia più”. Além disso, Peppino foi premiado no tradicional Festival da Canção Napolitana, reforçando seu prestígio no meio musical.

Em 2023, Peppino di Capri foi homenageado com o Prêmio de Carreira no Festival de Sanremo. Durante a cerimônia, expressou sua satisfação ao afirmar que aguardava por aquele reconhecimento há muito tempo, destacando que “melhor tarde do que nunca”.

Filho de uma família de músicos, Peppino demonstrou seu talento desde a infância. Aos quatro anos, apresentou-se ao piano para soldados americanos que estavam na ilha de Capri durante a Segunda Guerra Mundial. Na adolescência, decidiu deixar os estudos de piano clássico para se dedicar ao rock and roll. Formou o Duo Caprese ao lado do baterista Ettore Falconieri, que mais tarde evoluiu para os Capri Boys. O grupo, influenciado por artistas como Pat Boone e Buddy Holly, teve a oportunidade de abrir um show dos Beatles durante a turnê da banda britânica pela Itália em 1965.

Após o fim do grupo, Peppino di Capri reinventou sua carreira ao mesclar rock, twist e a rica tradição da música napolitana. Essa transição de estilo o levou ao auge do sucesso nas décadas seguintes, com “Champagne” se tornando um dos maiores clássicos da música romântica italiana.

O artista também cultivou uma relação especial com o público brasileiro, realizando diversas apresentações no país ao longo de sua carreira. Seus shows atraíam multidões e contribuíram para a popularização da música italiana no Brasil. A última aparição pública de Peppino ocorreu em maio de 2023, durante a celebração dos 90 anos de sua irmã, Margherita.

Peppino di Capri deixa um legado duradouro que atravessou gerações, marcando profundamente a história da música italiana e da canção romântica internacional. Sua contribuição à música será lembrada por muitos anos, tanto na Itália quanto no exterior.