A Justiça da Argentina condenou nesta terça-feira, dia 15 de outubro de 2023, o influenciador digital Agustín López Gagliasso a uma pena de 16 anos de reclusão pelo atropelamento que resultou na morte de uma mulher de 41 anos e de sua filha de 17 anos na cidade de Rosário, na província de Santa Fé. A sentença foi proferida após julgamento que considerou o caso como homicídio simples com dolo eventual, ou seja, quando o motorista assume o risco de causar a morte ao dirigir de maneira imprudente.
O acidente ocorreu em janeiro de 2025, em uma região central de Rosário, uma cidade de aproximadamente 1,3 milhão de habitantes, conhecida por sua atividade portuária e por ser um importante centro urbano na Argentina. Segundo as investigações, Gagliasso, de 22 anos na época, dirigia seu veículo a uma velocidade de aproximadamente 120 km/h, enquanto o limite permitido na via era de 60 km/h, o que indica uma velocidade excessiva e potencialmente perigosa. As autoridades argentinas apontaram que o jovem, que na ocasião se encontrava sob efeito de álcool, estaria perseguindo um motociclista após uma discussão, o que agravou sua conduta ao volante.
Durante o percurso, Gagliasso realizou manobras em zigue-zague, perdendo o controle do automóvel, que invadiu a calçada onde estavam a mãe e a filha, além de outros membros da família, incluindo um pai e uma criança de seis anos. O impacto foi fatal para as duas vítimas, que morreram imediatamente após o atropelamento. Os demais membros da família sofreram ferimentos e receberam atendimento médico em um hospital local, tendo sobrevivido ao incidente.
O comportamento do influenciador digital antes do acidente gerou grande repercussão na mídia e nas redes sociais. Gagliasso havia publicado um vídeo em que aparecia dirigindo seu carro com uma mulher sentada em seu colo, atitude que foi amplamente criticada por evidenciar imprudência e irresponsabilidade ao volante. Essa postura contribuiu para o debate público sobre a responsabilidade de figuras públicas em relação ao uso de redes sociais e ao comportamento no trânsito.
Durante o julgamento, os advogados de Gagliasso alegaram que o atropelamento foi um acidente, sem intenção de causar mortes, defendendo que o jovem perdeu o controle do veículo de forma involuntária. A defesa argumentou ainda que, diante das circunstâncias, Gagliasso não deveria ser responsabilizado por dolo eventual, já que não teria agido com a intenção de matar, mas sim por uma imprudência que resultou no trágico resultado.
A sentença de 16 anos de prisão ficou abaixo do tempo de detenção solicitado pelo Ministério Público, que pedia uma pena mais severa, levando em consideração a gravidade do ato e o risco assumido pelo motorista ao dirigir sob efeito de álcool e em alta velocidade. O caso chamou atenção pelo impacto social e pela discussão sobre a responsabilidade de influenciadores digitais, especialmente quando envolvem comportamentos de risco na condução de veículos.











