O Brasil confirmou sua participação na etapa de trajes típicos do Miss Universo 2026, que acontecerá em novembro em Porto Rico, após uma fase marcada por controvérsias envolvendo um diretor asiático responsável pela organização. Com isso, o país busca reconquistar a vitória na categoria, que não ocorre há 37 anos, e prepara um figurino que combina elementos de criatividade, sustentabilidade e significado cultural.
A representante brasileira na edição de 2026 é a paranaense Marcella Kozinski, que mantém o segredo sobre os detalhes do traje típico que pretende apresentar no palco internacional. Em entrevista, ela revelou que sua inspiração será uma interpretação própria do Brasil, com um foco especial na sustentabilidade. Segundo ela, o figurino refletirá a energia única do país e transmitirá uma mensagem de força e esperança, além de buscar surpreender não apenas pela imponência, mas também pelo conteúdo simbólico que carregará.
Marcella Kozinski afirmou que o traje será marcado por elementos de sustentabilidade, criatividade e propósito, destacando que cada detalhe foi pensado para transmitir uma mensagem relevante ao público global. Ela também adiantou que a peça trará uma abordagem mais sustentável, alinhada às tendências atuais de moda consciente, sem abrir mão da estética e do impacto visual.
Historicamente, o Brasil possui um legado de quatro vitórias na categoria de traje típico, com a última conquistada em 1989. A primeira brasileira a receber esse reconhecimento foi Carmen Sílvia de Barros Ramasco, em 1967, que apresentou um traje inspirado na figura histórica dos bandeirantes, uma referência regional que marcou o início da trajetória do país na competição internacional. Posteriormente, em 1981, Adriana Alves de Oliveira, do Rio de Janeiro, conquistou o prêmio com uma fantasia inspirada na figura de Carmen Miranda, uma artista que simbolizou a música e o espetáculo brasileiros no cenário mundial.
A terceira vitória ocorreu em 1987, com Jacqueline Meirelles, do Distrito Federal, que desfilou com um figurino em verde e amarelo, homenageando as cores nacionais em uma composição exuberante, semelhante às fantasias tradicionais dos bailes do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Dois anos depois, em 1989, Flávia Cavalcanti, do Ceará, conquistou o prêmio com um traje de inspiração indígena, que remetia à floresta amazônica, utilizando plumas, brilho e tons de branco, verde e rosa para simbolizar a biodiversidade e os recursos naturais do Brasil.
A importância da etapa de traje típico no Miss Universo é reconhecida por personalidades como Natália Guimarães, vice-Miss Universo em 2007 e atual diretora de estratégia do Miss Universe Brasil. Ela destaca que o desfile é uma oportunidade de contar histórias sobre o Brasil e mostrar ao mundo a riqueza cultural do país. Segundo ela, cada escolha de figurino deve ter um significado profundo para criar uma conexão emocional com o público internacional.
Apesar de não ser determinante para a vitória final — o Brasil não conquista a coroa desde 1963 —, a etapa de traje típico tem grande relevância para a visibilidade da representante brasileira e para despertar o interesse pelo país. Natália Guimarães reforça que a apresentação de Marcella Kozinski pretende transmitir uma mensagem que emocione e seja lembrada, contribuindo para elevar a presença do Brasil na competição.
A 75ª edição do Miss Universo será realizada no Coliseo de Puerto Rico José Miguel Agrelot, em San Juan, com o desfile de trajes típicos marcado para 21 de novembro, seguido pelas fases preliminares em 22 de novembro. A grande final está agendada para 24 de novembro de 2026, na mesma cidade, onde Marcella disputará a coroa internacional, buscando reviver o sucesso na categoria de traje típico após décadas de espera.












