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Finanças: Sobre touros, novilhos e pêndulos

Postado em 23/09/2019 12:00

Em qual fase do ciclo estamos, hoje, na bolsa brasileira?

"Sou o maior gênio da bolsa"

É oficial, e não é novidade: estamos em um bull market.

É maravilhoso. Todas as ações sobem. A prudência é defenestrada. Os investidores descobrem que são, na verdade, gênios.

Como a bolsa sobe forte há mais de 3 anos, investidores já se questionam se ainda vale a pena entrar ou manter sua exposição em ações.

Adianto minha resposta: "sim, vale a pena manter exposição".

Explico, calmamente, os porquês:

As fases do bull market

Todo bull market pode ser dividido em 3 fases:

  1. Alguns poucos visionários começaram a acreditar que as coisas vão melhorar;
  2. Grande parte dos investidores acredita que a melhora está de fato acontecendo;
  3. Todos estão certos de que tudo vai melhorar para sempre.

Até que excessos e suas consequências causem a interrupção do processo. Então, a fase bear market do ciclo entra em cena.

Esta definição é simples, brilhante e resume todo o processo. Nenhuma outra explicação é necessária.

E, é lógico que eu a roubei de alguém muito mais inteligente do que eu, Howard Marks, fundador da gestora Oaktree Capital (seus memorandos são memoráveis).

Onde estamos no ciclo de Mercado?

No Brasil, estamos (como sempre) na contramão do mundo. Aqui, eu diria que estamos entre o passo 1 e 2.

Apesar da bolsa já ter subindo quase 150 por cento desde 2016, a economia real ainda não confirmou a materialização das expectativas.

IBOV. Fonte: Bloomberg.

Indicadores concretos de aquecimento da atividade econômica e retomada da confiança, no geral, apenas começam a ser observados.

Isso significa que ainda teríamos dois terços da jornada a percorrer.

O nosso touro, ainda é apenas um pequeno novilho.

Mu?

Mas, e o exterior?

Ao contrário do que acontece no Brasil, no resto do mundo temos grandes touros, com forças e idades sem precedentes.

Enquanto o mundo se questiona se já não cresceu demais, nós ainda tentamos correr atrás do prejuízo.

No topo do ciclo, a liquidez nos países desenvolvidos é extrema e as taxas de juros chegam a ser negativas, em alguns casos.

É interessantíssimo entender o tamanho do ciclo de crescimento dos EUA, neste bull market:

Índice americano S&P500 desde 1968. Fonte: Economática.

É o maior ciclo da história, apesar de as ações americanas não atingirem as máximas de outros ciclos.

Mas, como vemos na crise de 2007-2008, as ações não precisam estar caras para despencarem -57 por cento.

Em 2007-2008, tivemos exuberância irracional no mercado de crédito americano, e não na bolsa.

As fases do ciclo causam as próximas fases

Tentar adivinhar quando o ciclo lá fora vira, e não se posicionar agora no Brasil, pode ter um custo de oportunidade alto demais.

Você pode acabar abrindo mão de boa parte do processo de valorização, tentando fazer market timing ou com medo da volatilidade que afetaria negativamente nosso mercado no curto prazo, no caso de uma hipotética crise global.

Outro ponto importante, é que nossa economia ainda é pouco aberta, no que diz respeito ao comércio internacional.

Como criamos nossos problemas sozinhos, temos muita lenha acumulada para queimar.

Um conceito interessante de Howard Marks é que as fases do ciclo CAUSAM as fases seguintes.

As fases do ciclo só podem ser entendidas analisando o que veio antes – excessos CAUSAM excessos.

O pêndulo do lado negativo

O segundo mandato do governo Lula e o governo Dilma nos levaram a um ponto tão extremo no lado negativo do pêndulo que temos muito combustível estocado para sustentar nosso crescimento nos próximos anos.

Por mais venha um vento negativo do exterior, a física está do nosso lado.

Demos tanta “corda” para o sentido negativo, que agora temos força própria de sobra para sustentar um longo e virtuoso ciclo positivo, mesmo sem ajuda externa.

Ibovespa desde 1968. Fonte: Economática.

Mal começamos a recuperação.

Mas, não se iluda. É fato que haverá obstáculos.

A qualquer momento poderá vir o vento contra. Os protagonistas do nosso ciclo de alta não serão os mesmo durante todo o processo. Haverá volatilidade. Em alguns momentos, a falta de visibilidade poderá ser assustadora.

Mas também é fato que o Brasil só altera sua rota quando flerta com os extremos do pêndulo – nossos ciclos são muito mais pronunciados do que os americanos.

E, acabamos de sair do extremo negativo.

O pêndulo do lado positivo

Acabamos de sair do ponto mais negativo que já alcançamos, da pior crise econômica de nossa história.

A depender da energia acumulada, guardamos potencial para alcançar um extremo positivo nunca visto.

Afinal, o quão longe fomos levados a um extremo CAUSA a força e amplitude do movimento em direção oposta – as fases do ciclo CAUSAM as próximas fases.

O desgoverno do PT CAUSOU nossa mudança para o fiscalismo atual.

Pela primeira vez temos uma equipe econômica realmente comprometida com a liberdade econômica, redução e simplificação de impostos, abertura econômica, redução do estado, privatizações, desburocratização, descentralização de poder nas mãos do estado e a lista continua…

O ciclo de desequilíbrio fiscal CAUSOU este ciclo, de equilíbrio fiscal.

O risco de ficar de fora

Minha mensagem final é: não seja maluco. Você nunca conseguirá explicar a seus filhos no futuro, como ficou fora dessa.

Claro que podemos ter uma enorme crise lá fora, mas o Brasil ainda está no início do ciclo.

Se deixou a oportunidade de lucrar nos últimos 3 anos na bolsa passar, não fique lamentando. Foque no que ainda está por vir.

E você não precisa ser um expert ou ser um profissional para investir bem. Conte com a NORD para te auxiliar nesta jornada.

Sem promessas. Sem atalhos. Sem excessos.

Apenas recomendamos aquilo em que realmente acreditamos. Seguindo estratégias comprovadas e consistentes.

Invista em ações pelos os fundos recomendados no Nord Fundos ou seguindo as recomendações do Nord Dividendos e do Investidor de Valor.

Mas, para não perder nenhuma oportunidade, aproveite nosso combo Nord Essencial e tenha ao seu dispor, todos as opções de investimento de uma só vez.

Abraço,

Rafael Ragazi.

Em observância ao Artigo 22 da Instrução CVM nº 598/2018, a Nord Research esclarece que oferece produtos contendo recomendações de investimento pautadas por diferentes estratégias e/ou elaborados por diferentes Analistas. Dessa forma, é possível que um mesmo valor mobiliário encontre recomendações distintas em diferentes produtos por nós oferecidos. As indicações do presente Relatório de Análise, portanto, devem ser sempre consideradas no contexto da estratégia que o norteia.

Postado originalmente por: Nord Research

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