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Finanças: Estamos em um SuperCiclo Positivo

Postado em 09/10/2019 20:00

Dependemos apenas de SuperGuedes. CompreMUITAbolsa.

Medo da crise

Como você deve imaginar, eu recebo muitas perguntas do tipo:

E minha resposta, 100 por cento das vezes, é: "Não sei."

Feliz ou infelizmente, é o máximo que posso dizer.

Pois, para investir, penso em probabilidades.

As Probabilidades estão do nosso Lado

O que as pessoas lutam para entender é que nunca temos certeza de nada.

Como a piada do engenheiro, sabiamente, diz: "Depende".

Sempre depende. Nunca temos certeza de nada.

Mas vou te mostrar que as probabilidades estão do nosso lado.

Afinal, "Investir bem demanda gerir o risco e não evitá-lo." – Benjamin Graham.

Comprar Barato é a Melhor Estratégia

Comprar barato é o ponto central do Value Investing - não é à toa que a estratégia é chamada de Investir em Valor.

Comprar barato é uma ótima maneira de evitar o risco, afinal, pagando pouco evitamos expectativas elevadas demais para os resultados das empresas.

Claro que no bull market, as pessoas se esquecem dos perigos e querem comprar o que mais sobe – a ganância leva as pessoas a correrem riscos imensuráveis.

E o Brasil está barato.

Cada etapa do ciclo causa a próxima

Comprar barato evita riscos. Comprar barato aumenta a probabilidade de sucesso, de ganhar dinheiro, em seus investimentos.

E o Brasil está extremamente barato, quando olhamos os ciclos de nossa bolsa:

Fonte: Economática.

O IBOV (gráfico acima) está em dólares pois a hiperinflação dos anos 1980 atrapalha nossa análise. Em dólares, tirando o efeito da nossa inflação elevada da conta, fica tudo muito mais claro.

Observando os ciclos brasileiros, percebemos que eles são causados pela política econômica vigente:

  1. Estado gasta demais e entramos em crise (ou default da dívida);
  2. Governo precisa pagar as dívidas, reduz gastos e temos forte recuperação;
  3. Estado volta a gastar demais e nos leva à próxima crise;

Cada etapa de nossa política econômica (fiscal) CAUSA a próxima etapa.

Em ciclos que multiplicam o Ibovespa por 13x, 16x, 33x e 21x, só subimos 3x (por enquanto).

E o fato do Brasil estar ainda no fundo do ciclo, ou barato, funciona como uma defesa para a próxima crise.

Afinal, até onde podemos cair?

A crise de 2008

Vejam no gráfico como, na crise de 2008, estávamos já no topo do ciclo.

Lula e Dilma já abriam os cofres públicos, aumentavam os gastos, a inflação estava elevada, o BC era obrigado a elevar os juros, …

Como disse #SuperGuedes a economia brasileira estava completamente torta.

O Estado gastava demais, que causava juros altos demais, que causava dólar baixo demais e matava a indústria brasileira no processo.

Veio a crise mundial de 2008, do subprime, e fez nossa bolsa cair pela metade.

Em 2008, estávamos suscetíveis a uma crise. Nossa bolsa estava no topo do ciclo e nossos governantes já atacavam as bases de nosso ciclo positivo.

Mas veja como as quedas, em perspectiva histórica, nem parecem tão negativas assim.

A destruição econômica do governo Dilma, logo na sequência da crise, foi muito, muito mais danosa.

Apenas no Início do Renascimento

Para os pessimistas que acham nossa bolsa cara, o gráfico acima é o melhor argumento.

Mal começamos a subir no ciclo atual.

Estamos no momento em que o governo corta gastos e melhora o ambiente regulatório para tirar a economia do buraco.

Todas as mudanças que vemos, atualmente, são para o longuíssimo prazo. Demoram muito para serem implementadas e demoram muito para serem destituídas.

Precisamos mudar a constituição (PEC) para o Teto de Gastos e para a Reforma da Previdência.

Assim como foi no fim dos anos 1990 – início do último ciclo positivo – o plano real deixou o dólar em nível artificialmente alto e, com a maxidesvalorização, nos ajustamos para voltar a crescer.

A destruição econômica do governo Dilma CAUSOU o renascimento que estamos vendo hoje.

O Risco de uma crise lá fora

É possível uma nova crise de grandes proporções lá fora? Claro, sempre é possível.

É provável? Claro, sempre é provável.

Afinal, estamos em um dos ciclos mais longos da história americana.

Fonte: Economática.

Mesmo assim, as ações não estão caras.

As ações tampouco estavam caras na crise de 2008, nos EUA.

Em 2008, juros baixos demais criaram uma bolha no mercado imobiliário americano.

E, com a falência dos bancos, mesmo não estando caras, as ações foram levadas com o restante da economia.

O risco, hoje, é termos a mesma dinâmica.

Mas, as grandes crises nunca são iguais. As grandes crises sempre guardam um elemento surpresa que aterroriza os mercados.

Um elemento sempre impossível de ser previsto a priori.

Uma bolha.

Risco vem do Comportamento do Mercado

Segundo Howard Marks, o comportamento imprudente dos participantes do mercado causa risco.

Por exemplo, comportamento imprudente causa bolhas.

E são quando as bolhas se rompem que vemos o desespero tomar conta do mercado.

Hoje vemos algumas bolhas surgindo nos mercados – bitcoin, bancos digitais, empresas de tecnologia (aqui e nos EUA), na renda fixa dos países desenvolvidos, …

Bolhas são fenômenos típicos do bull market. Bolhas só acontecem no bull market.

Só sob efeito da ganância desmedida, os participantes do mercado pagam pelo sonho de algo que irá acontecer no futuro distante.

Temos muitas bolhas. Mas a bolha que mais me preocupa é a renda fixa dos países desenvolvidos.

São milhões de investidores investindo a juros negativos.

Resgatando menos que aplicaram no longuíssimo prazo.

#CompreMUITAbolsa

Existem riscos. Sempre existem riscos.

Mas, por estarmos ainda no fundo do ciclo, ou barato, funciona como uma ótima defesa para a próxima crise.

Afinal, olhe o gráfico do IBOV em dólar, até onde podemos cair?

O IBOV negocia a módicos 15x lucros e 8,5x Ebitda.

EV/Ebitda (marrom) e Preço/Lucro (branco). Fonte: Bloomberg.

Nossa economia mal começou a acelerar, os juros são os menores da história, os gringos não vieram para a nossa bolsa, #SuperGuedes apenas começou a desentortar nossa economia.

Estamos em um ciclo positivo que pode durar décadas.

Como em outros momentos históricos, podemos ver nossa bolsa se multiplicar por 13x, 16x, 33x ou 21x.

No Investidor de Valor, continuamos muito (muito) otimistas.

Pois, estamos no início de um SuperCiclo. Uma crise nos afetaria pouco. A melhora econômica brasileira nos afetaria muito.

Não dependemos do exterior. Não dependemos de dinheiro gringo.

Dependemos apenas de quanto tempo nosso governo conseguirá manter os gastos públicos sob controle.

Dependemos apenas da manutenção da política econômica atual.

Dependemos apenas de #SuperGuedes.

#CompreMUITAbolsa.

Em observância ao Artigo 22 da Instrução CVM nº 598/2018, a Nord Research esclarece que oferece produtos contendo recomendações de investimento pautadas por diferentes estratégias e/ou elaborados por diferentes Analistas. Dessa forma, é possível que um mesmo valor mobiliário encontre recomendações distintas em diferentes produtos por nós oferecidos. As indicações do presente Relatório de Análise, portanto, devem ser sempre consideradas no contexto da estratégia que o norteia.

Postado originalmente por: Nord Research

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