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(con)vivendo com a mente

Dificuldades da quarentena

Postado em 27/04/2021 12:00

No início de 2020 fomos surpreendidos com a notícia de que um vírus havia se espalhado pelo mundo, chegando ao Brasil e, a partir daquele momento, seria necessário ficar em casa, em quarentena, e tomar vários cuidados para impedir o avanço da doença. Com o passar do tempo vimos comércios fechando, apenas serviços essenciais funcionando, restrição de horários de funcionamento, limite de pessoas e uma série de medidas preventivas. Tudo isso causou um impacto gigantesco na saúde mental das pessoas que tiveram sua rotina “virada de cabeça pra baixo”.

Um fator comum para todos foi a convivência com as notícias de contágio e falecimento de tantos afetados pela covid-19. Os que ficaram em casa e moram sozinhos, precisaram aprender a lidar com os próprios pensamentos e inseguranças que apareceram durante esse período recluso, podendo desencadear crises de ansiedade, quadros depressivos e solidão. Os que moram com a família, tiveram que conviver com as diferenças, as dificuldades e a “disponibilidade” por estar em casa, não tendo um momento de folga e descontração longe das mesmas pessoas com quem convive. A presença do home office durante a quarentena trouxe mais momentos com a família para quem não tinha muito tempo, mas também aumentou a carga horária de muitos trabalhadores, que por estarem sempre em casa estavam disponíveis e não tinham o tão necessário descanso. Quem trabalhou fora durante a pandemia enfrentou a possibilidade de pegar e transmitir o vírus para a família, além de estarem sempre preocupados e atentos aos métodos de prevenção, como máscara e álcool em gel.

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Vários setores da economia foram afetados, como no caso de comerciantes que precisaram fechar seus empreendimentos, os prestadores de serviço que não puderam mais ir até a casa dos clientes e os serviços considerados não-essenciais. Os trabalhadores da área da saúde, além de enfrentar a maior probabilidade de contágio, ainda precisaram trabalhar muito mais que o normal e sem descanso, com maior número de pacientes e todas as dificuldades enfrentadas durante esse período. Os idosos tiveram seu convívio restrito e não puderam sair de casa para ir ao supermercado, à farmácia, à padaria e até à missa, não tiveram seus encontros de domingo com os filhos e netos e não puderam comemorar tantas datas significativas. Os estudantes precisaram enfrentar as aulas online durante a quarentena, a dificuldade de acesso aos materiais de estudo e ainda se prepararem para vestibulares e provas durante um período tão conturbado. Ainda tivemos as pessoas que não respeitaram nenhuma das medidas preventivas e continuaram se aglomerando, trazendo insegurança para a família e para as pessoas de convívio próximo.

Desse período poderemos considerar os aprendizados, as experiências (positivas ou negativas) e o desejo de que dias melhores virão. Que a insegurança volte a ser esperança e que possamos nos sentir protegidos novamente.  Completamente.

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Autor do blog: Júlia Nogueira

Sou a Júlia Nogueira, tenho 24 anos e fui diagnosticada com ansiedade e depressão há alguns anos. Neste blog, pretendo compartilhar artigos com um pouco do que aprendi e aprendo todos os dias, para ajudar e acolher quem passa por dificuldades semelhantes. É importantíssimo lembrar que você nunca está sozinho, que você faz a diferença e que é possível conseguir ajuda!

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