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(con)vivendo com a mente

Como as pessoas vêem a saúde mental

Postado em 25/05/2021 12:00

Antes de mais nada, infelizmente saúde mental ainda é um tabu. Por mais que o assunto tenha se tornado cada vez mais presente no cotidiano das pessoas nos últimos anos – o que devemos comemorar como um avanço -, ele ainda é visto como frescura, preguiça e até loucura. Sendo assim, quantas pessoas no seu círculo de amigos fazem algum tipo de tratamento para transtornos da mente? Possivelmente alguém está em tratamento e você nunca soube.  

Sendo assim, é difícil falar sobre depressão, ansiedade, bipolaridade e tantos outros transtornos e, acreditem, por falta de conhecimento e por inúmeras razões. Antes de mais nada, o preconceito por parte de quem nos ouve e a falta de empatia e de tato para tratar do assunto nos incomoda. Às vezes, até “zoeira” nós temos de ouvir. Estava conversando, há alguns meses, com uma pessoa que admiro muito e comentei como é difícil lidar com as vozes na nossa própria cabeça. O pior é ainda ter que enfrentar o julgamento de quem acreditamos que poderia nos ajudar e ouvir. Desde que comecei a escrever por aqui várias pessoas, que não conheço, me procuraram para comentar e compartilhar comigo as experiências delas. Ainda mais que eu mesma nunca achei que já tivessem feito algum tratamento ou que estão em algum processo de terapia.

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Ao longo desses anos de tratamento e falando sobre o tema saúde mental, eu encontrei mais receptividade com as gerações mais novas, a chamada Geração Y, aqueles nascidos depois de 1980. Tanto na família quanto no círculo social e, até mesmo na internet, a sensação que eu tive é que a geração mais nova está mais disposta a falar. Bem como está mais aberta a discutir e a mudar essa mentalidade que existia sobre saúde mental. Claro que existem exceções, tanto os mais velhos que falam sobre o assunto, quanto os mais novos que o tratam com desdém e por falta de conhecimento.

No entanto, um tabu é desconstruído através de uma conversa séria sobre o assunto livre de qualquer preconceito. Nesse sentido, discutir, divulgar e pesquisar sobre alternativas terapêuticas é importante para que torne a vida dessas pessoas mais tranquila. Que o tema seja tratado, cada vez mais, de forma normal e natural. São pequenas frases, como “terapia é coisa de doido”, “quem toma remédio fica viciado” que precisamos mostrar que não são verdadeiras. Lembrar que a saúde mental é tão importante quanto saúde física, que terapia e remédios podem fazer parte do tratamento. Ressaltar que não há problema nenhum em priorizar o que te faz bem em detrimento do que te causa ansiedade. Quanto mais falarmos sobre saúde mental, mais fácil fica a caminhada!

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Autor do blog: Júlia Nogueira

Sou a Júlia Nogueira, tenho 24 anos e fui diagnosticada com ansiedade e depressão há alguns anos. Neste blog, pretendo compartilhar artigos com um pouco do que aprendi e aprendo todos os dias, para ajudar e acolher quem passa por dificuldades semelhantes. É importantíssimo lembrar que você nunca está sozinho, que você faz a diferença e que é possível conseguir ajuda!

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