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Presidente do Irã denuncia EUA e Israel como “terroristas” na ONU e reforça apelo por justiça à Palestina

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Na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada entre os dias 22 e 28 de setembro de 2026 em Nova York, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, direcionou críticas contundentes aos Estados Unidos e a Israel, classificando-os como “os verdadeiros terroristas” e pedindo por justiça para a causa palestina. Sua fala ocorreu nesta quarta-feira (23), após uma mudança de tom motivada pelo discurso do ex-presidente Donald Trump, ocorrido na véspera, no qual o líder norte-americano reforçou posições de força contra o Irã.

Durante seu discurso, Pezeshkian defendeu-se das acusações de terrorismo feitas por Trump, acusando Washington e Tel Aviv de serem os principais agentes de violência contra civis na região. O presidente iraniano afirmou que os dois países são responsáveis por ações que violam leis internacionais, incluindo ataques e assassinatos em Gaza, onde, segundo ele, 85 mil civis foram brutalmente mortos. Ele também criticou a política de ataque constante ao Irã e seus vizinhos do Golfo Pérsico, embora tenha destacado que Teerã não enxerga seus vizinhos como rivais, reafirmando a posição de que questões nucleares não serão resolvidas por meio de conflito militar.

Pezeshkian exibiu uma imagem do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto em 2026 durante ataques coordenados por EUA e Israel, e afirmou que não haverá paz no Oriente Médio sem justiça para a Palestina. O discurso reforçou ainda a narrativa de que os Estados Unidos e Israel são os verdadeiros agentes do terrorismo na região, acusando-os de alvejarem civis e violarem leis internacionais. Ele afirmou que, apesar de a República Islâmica responder às agressões, nunca atacou civis e que as ações de Teerã são em legítima defesa.

Durante a sua fala, a presença da delegação dos Estados Unidos no plenário foi marcada por um gesto de condenação diplomática: os representantes americanos se levantaram ao início do discurso de Pezeshkian, numa prática comum na Assembleia Geral quando países manifestam discordância. Essa postura foi interpretada como uma manifestação de desacordo às declarações do líder iraniano.

Na mesma sessão, Donald Trump, que discursou como representante do país-sede, reforçou a posição de oposição ao Irã, defendendo a guerra na região e afirmando que Teerã “nunca terá uma arma nuclear”. Ele também ameaçou, de forma explícita, “aniquilar o Irã para o inferno” caso não seja firmado um acordo de paz após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms, previstas para novembro de 2026.

A 81ª Assembleia Geral da ONU, cujo tema central é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”, reúne lideranças de 193 países para debater desafios globais complexos. Os principais discursos, incluindo os de Pezeshkian e Trump, foram transmitidos ao vivo pela plataforma oficial da ONU, que também disponibiliza cobertura em português por meio da ONU News.